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Organizado pelo Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.
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Peraltas e Sécias
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A Boneca e os Fantoches (11/01); Auto do Busto (4/02); Pegadas na Areia (22/02; O Café do Felisberto (28/02); Falar a Verdade a Mentir (1/03); Um Anjinho na Pele do Diabo (1/03); Almas de Mulher (19/03); Degredados (21/03); O Veio de Ouro (12/05); Revolução (30/05); Além Mar (17/06); Nós já não somos crianças (17/11); O Homem que Assassinou (3/12); Carnaval (17/12).
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Auto da Barca;Farsa do Velho da Horta(13/01)Diabo em Casa(17/01);O Festim de Baltazar(30/01);Uma Garota sem Importância(7/02);AtualidadesSonoras(14/02);Domus(5/03);Amor de Perdição(6/04);A Triste Viuvinha(12/04);AFuga(16/04);Assim são Todas(10/05);A Volta(13/05);A Conspiradora(2/07);Um Serão Romântico(15/07);Espetáculo do V Congresso Internacional da Crítica;DinisEIsabel;Um Sonho, Mas TalvezNão(21/09);LeonorTeles;UmaAnedota(16/10);A Severa(20/11);Pedro ou Jack?(13/12);S.JoãoSubiu ao Trono(31/12)
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Distúrbios em Évora, por ocasião da inauguração de uma sede da Liga Nacional 28 de Maio. No dia seguinte é assassinado Joaquim da Silva Dias, director do jornal O Manuelinho, quando se preparava para seguir para Lisboa, acompanhado por Rolão Preto.
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Manifestações de sindicalistas contra o desemprego e a Ditadura. Em Lisboa, Marinha Grande, Setúbal, Silves e Olhão.
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Greve geral contra a criação de sindicatos nacionais, que teve especial incidência na Marinha Grande, mas que se manifestou também em Almada, Barreiro e Silves. No Poço do Bispo em Lisboa, há rebentamento de bombas. Há corte de circulação de comboios em Xabregas. A central eléctrica de Coimbra é ocupada. Conjugada com uma insurreição militar, organizada por um comité revolucionário político, liderado por Sarmento Beires. Instala-se na Marinha Grande um soviete que poucas horas dura.
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Pimentel, “Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo: As organizações femininas do Estado Novo. A “Obra das Mães Pela Educação Nacional” e a “Mocidade Portuguesa Feminina”. 1936-1966”, 1996. P.1
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Pimentel, “Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo: As organizações femininas do Estado Novo. A “Obra das Mães Pela Educação Nacional” e a “Mocidade Portuguesa Feminina”. 1936-1966”, 1996. P. 189
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No dia 1 de Agosto de 1935 os comunistas organizam um Dias Mundial contra a Guerra e o facsismo, com uma manifestação onde é apedrejada a embaixada italiana, protestanto contra ainvasão da Abissínia. Um dos organizadores da manifestação, sob as ordens de Bento Gonçalves, é Francisco Ferreira, depois chamado Chico da CUF.
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Irene Pimentel, Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial. Esfera dos Livros, 2ª Ediç~ao, 2015. P. 25
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Vaga de detenções de vários oposicionistas, principalmente membros do partido comunista. Entre os detidos, o secretário-geral do PCP, Bento Gonçalves.
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O regime envia voluntários em apoio dos "Brancos".
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Pimentel, “Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo: As organizações femininas do Estado Novo. A “Obra das Mães Pela Educação Nacional” e a “Mocidade Portuguesa Feminina”. 1936-1966”, 1996. P.223
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Sublevação do aviso Afonso de Albuquerque e do contratorpedeiro Dão que pretendiam dirigir-se a Espanha para se aliarem aos republicanos. Revolta sufocada ao fim da tarde. A sublevação foi organizada pelas células de marinheiros do PCP, mobilizada pela chamada Organização Revolucionária da Armada. São quase todos transferidos para o Tarrafal que passa a ser conhecido como campo da morte lenta. 157 deportados chegam ao Tarrafal em 29 de Outubro de 1936.
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Pimentel, “Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo: As organizações femininas do Estado Novo. A “Obra das Mães Pela Educação Nacional” e a “Mocidade Portuguesa Feminina”. 1936-1966”, 1996. Pp. 183 a 185.
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Pimentel, “Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo: As organizações femininas do Estado Novo. A “Obra das Mães Pela Educação Nacional” e a “Mocidade Portuguesa Feminina”. 1936-1966”, 1996. Pp. 203-205
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Luta dos aprendizes da fábrica de loiça de Sacavém, reprimida policialmente. Em Outubro, greve dos salineiros de Alcochete.
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Pimentel, “Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo: As organizações femininas do Estado Novo. A “Obra das Mães Pela Educação Nacional” e a “Mocidade Portuguesa Feminina”. 1936-1966”, 1996. Pp. 313-315
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Em Janeiro de 1938, depois da reforma militar, a lei da organização do exército (Lei nº 1960), de 1 de Setembro de 1937, surgem boatos sobre nova intentona. Forças policiais e Legião Portuguesa são colocadas em estado de alerta.
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Pimentel, “Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo: As organizações femininas do Estado Novo. A “Obra das Mães Pela Educação Nacional” e a “Mocidade Portuguesa Feminina”. 1936-1966”, 1996. P.332
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“Através de uma política sinuosa de exploração das contradições entre os dois campos beligerante, Salazar conseguiu, depois, manter a neutralidade, aliás possibilitada tanto pelo Eixo como pelos Aliados. Neutralidade que começou por ser “equidistante”, para passar a ser, a partir da segunda metade de 1942, “colaborante” com os anglo-americanos.” Pimentel, Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial, p.89.
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Pimentel, Judeus em Portugal, p. 109
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Pimentel, Judeus em Portugal, p.117
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Pimentel, Judeus em Portugal. p.112
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Depois da Internacional Comunista ter cortado as relações com o PCP em 1939 e de ter sido suspensa a publicação do Avante, o partido é reorganizado em 1941, pela acção do secretariado constituído por José Gregório, Militão Ribeiro e Álvaro Cunhal. Cria-se um corpo de revolucionários profissionais, os funcionários, e adopta-se o modelo conspirativo leninista. Em Agosto de 1941 já reaparece o Avante.
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Greve estudantil em Lisboa e Coimbra contra o decretado aumento das propinas ocorrem em Novembro de 1941.
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Greve por aumentos salariais dos operários têxteis da Covilhã.
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No Outono de 1942, há uma vaga de prisões de dirigentes comunistas, como Militão Ribeiro, Pires Jorge, Pedro Soares e Júlio Fogaça.
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Organização secreta de inspiração britânica que pretendia a criação de um rede de anglófilos, ligada a quadros da companhia Shell e aos serviços ingleses de propaganda. Visava enfrentar uma eventual invasão alemã. Entre os detidos, Cândido dos Reis, fundador de A Bola, e o médico oposicionista de Coimbra, Ferreira da Costa, que estiveram no Tarrafal. A conspiração foi desmantelada pela polícia política em finais de Março de 1942 e Salazar protestou junto do embaixador britânico.
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Nomeadamente, Caldas da Rainha, Ericeira, Figueira da Foz e Curia.
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Movimento grevista em Lisboa. Iniciado pelos trabalhadores da Carris, da construção naval e dos estivadores. Alastra a outros sectores, nomeadamente à CUF do Barreiro. Terão participado cerca de 20 000 trabalhadores. Protestos contra a carestia de vida e a falta de liberdade sindical, bem como contra a corrupção dos organismos corporativos.
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O médico comunista Ferreira Soares é assassinado em sua casa por tiros de metralhadora em 4 de Julho de 1942. A PVDE é acusada de tal acção.
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Realiza-se em Novembro de 1943, em Loulé, o III Congresso do PCP, o primeiro na clandestinidade. São apresentados relatórios de José Gregório, Álvaro Cunhal e Manuel Guedes.
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Movimento grevista na região de Lisboa desencadeado a partir de 27 de Julho. O processo foi desencadeado por um manifesto do secretariado do PCP de 25 de Julho, apelando à greve, e terminou depois de em 3 de Agosto o mesmo organismo ter ordenado o fim de tais operações. Há despedimentos gerais. Mas em 5 de Agosto começam as greves em S. João da Madeira (calçado e Oliva) e de novo em Lisboa (gráficos).
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Novo nome do Secretariado da Propaganda Nacional, na dependência direta de Salazar.
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Depois da criação do MUNAF (1943) e dos GAC (1944), há várias greves no ano de 1944. No dia 3 de Abril, são greves rurais no Vale de Santarém. No dia 8 de Maio em Vila Franca de Xira e Alhandra. Em 14 de Junho greve durante as ceifas no Alentejo.
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Greves de trabalhadores rurais no Ribatejo e Alentejo em Abril de 1945.
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Em Junho de 1945, greves de rurais no Alentejo, promovidas pelo PCP. É preso Germano Vidal em Montemor-o-Novo.
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Conspiração a ser liderada por Norton de Matos, com João Soares, o brigadeiro Miguel dos Santos, Teófilo Carvalho Santos e José António Cardoso Vilhena.
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Vaga de manifestações oposicionistas por ocasião do 5 de Outubro de 1945, em espírito de unidade antifascista. Exige-se o fim do Estado Novo em nome do espírito dos Aliados. Governo é obrigado a eleições que, segundo Salazar, iriam ser tão livres como na livre Inglaterra.
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Em eleições para os sindicatos nacionais, listas dominadas pelo PCP conseguem obter bastantes lugares.
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No dia da capitulação da Alemanha, com discurso de Salazar na Assembleia Nacional, grande manifestação em Lisboa pela vitória dos Aliados, de que aproveitaram os oposicionistas. Uma greve estudantila acompanha o processo das manifestações. No dia 19, há uma manifestação de apoio a Salazar e a Carmona no Terreiro do Paço.
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O militante comunista Alfredo Dinis (Alex) é morto em Bucelas por uma brigada da polícia política, ainda PVDE, dirigida por José Gonçalves.
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Realiza-se em Junho o IV Congresso do PCP, o segundo realizado clandestinamente.
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Em 3 de Janeiro, greves dos lanifícios na Covilhã e na zona da Serra da Estrela. Envolvidos cerca de 10 000 trabalhadores com intervenção da GNR. Esta ocorrência é descrita por Ferreira de Castro em A Lã e a Neve. Em 27 de Fevereiro, greve dos mineiros de S. Pedro da Cova, durante sete dias. Abrangidos cerca de 7 000 trabalhadores.
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Cria 32 novos cardeais, entre eles os brasileiros Jaime de Barros Câmara e Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, e o português Teodósio Clemente de Gouveia.
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Organizada por um grupo de oficiais milicianos a partir do Porto. A coluna marcha até à Mealhada onde é detida. Comanda a revolta o tenente Fernando Queiroga, participando, entre outros, Fernando Pacheco de Amorim. O julgamento ocorre em Março de 1947, sendo defensores dos revoltosos Ramada Curto, Vasco da Gama Fernandes, Adelino da Palma Carlos e Abranches Ferrão. A revolta estaria para ser acompanhada por um levantamento em Tomar e teria a coordenação de Mendes Cabeçadas.
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Transformou-se numa grande manifestação oposicionista.
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Pimentel, “Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo: As organizações femininas do Estado Novo. A “Obra das Mães Pela Educação Nacional” e a “Mocidade Portuguesa Feminina”. 1936-1966”, 1996. P.199
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Em Março de 1947, comemora-se o Dia do Estudante. A polícia cerca e invade as instalações da Faculdade de Medicina de Lisboa. São presos vários elementos do MUD Juvenil.
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Movimento encabeçado por Mendes Cabeçadas, com a participação de João Soares. Participam o general Marques Godinho e Palma Inácio. A revolta foi duramente reprimida por Santos Costa. Dão-lhe o nome de Abrilada. Visa-se a criação de uma Junta Militar de Libertação Nacional, presidida por Mendes Cabeçadas, ao que parece com o apoio de Carmona. No decorrer do processo Palma Inácio sabota aviões na base de Sintra.
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A Guerra Fria entre 1947 e 1953 começa a partir da Doutrina Truman em 1947 até o fim da Guerra da Coreia em 1953.
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Greve dos operários dos estaleiros de construção naval na zona de Lisboa, comandada pelos comunistas. Mobilizados cerca de 20 000 trabalhadores. Na organização da greve destaca-se António Dias Lourenço.
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Pimentel, “Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo: As organizações femininas do Estado Novo. A “Obra das Mães Pela Educação Nacional” e a “Mocidade Portuguesa Feminina”. 1936-1966”, 1996. P.332
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Em 10 de Julho de 1948 é proibido o jornal da JOC O Trabalhador, acusado de dar guarida a literatura marxista. O respectivo director, o Padre Abel Varzim, até então pároco no Bairro Alto em Lisboa e afastado para a paróquia rural de Cristelo, em Barcelos.
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O funeral de Bento de Jesus Caraça transforma-se numa importante manifestação oposicionista.
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Em Março de 1949, grande ofensiva da PIDE contra dirigentes do PCP, depois de descoberta documentaçaão numa casa clandestina. Álvaro Cunhal e Militão Ribeiro são presos na zona do Luso. Jaime Serra e Augusto de Sousa em Lisboa. Militão Ribeiro morre em 2 de Janeiro de 1950. Álvaro Cunhal começa a ser julgado em 3 de Maio de 1950. Evade-se de Peniche em Janeiro de 1961
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Em Março de 1949 são presos vários dirigentes do PCP, com destaque para Álvaro Cunhal, Militão Ribeiro, António Dias Lourenço e Georgette Ferreira. Militão, em Janeiro de 1949, numa reunião do comité central, havia criticado a linha dita de unidade, proposta por Cunhal. No final do ano é desmantelado o chamado sector intelectual do partido em Coimbra.
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Realizam-se dois grandes comícios. No dia 23 de Janeiro de 1949 no Porto, com cerca de 100 000 pessoas. Em 10 de Fevereiro em Lisboa.
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Em 17 de Dezembro de 1949 é presa a comissão central do Movimento Nacional Democrático. Libertados sob caução em 24 de Dezembro.
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Cerca de uma centena de presos políticos detidos em Peniche iniciam uma greve da fome.
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Comunista português (começou a militância no Brasil), marco da resistência à ditadura de Salazar.
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Em 19 de Junho de 1950 volta a ser presa a comissão central do MND. Toda a comissão está presa a 10 de Julho.
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Candidato do MND, Ruy Luís Gomes, depois impedido de concorrer é atacado por forças policiais, no decorrer de um comício que realiza em Rio Tinto, em Julho.
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Em Maio de 1952, greves de rurais em Pias e de corticeiros em Matosinhos. As greves rurais mobilizam milhares de trabalahadores agrícolas, reivindicando aumentos salariais.
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Depois da eleição de Craveiro Lopes. O ministro Trigo de Negreiros em 8 de Janeiro de 1952 comunica ter sido descoberta uma conspiração organizada por Henrique Galvão, com o brigadeiro Maia e os coronéis Martins dos Reis e Tadeu. São condenados, no fim do ano, em 11 e 12 de Dezembro, com penas de prisão entre dois e três anos.
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Em Fevereiro de 1952, por ocasião de uma reunião do Conselho da NATO no Instituto Superior Técnico, há manifestações estudantis em Lisboa invocando-se a paz, o não às armas atómicas e ao fascismo. São expulsos da Universidade 15 estudantes de Belas Artes.
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Greves no Alentejo, mobilizando cerca de 20 000 trabalhadores
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Período dentro da Guerra Fria desde o fim da Guerra da Coreia em 1953 até a crise dos mísseis de Cuba em 1962.
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Proprietários portugueses matam vários trabalhadores africanos.
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Várias greves de operários têxteis no norte, nomeadamente em Riba d’Ave e Vila do Conde, em Fevereiro e Março de 1954. Insere-se na luta desencadeada pelo PCP contra a chamada campanha da produtividade.
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Em 19 de Maio de 1954, morte da militante comunista Catarina Eufémia no Baleizão.
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Assinaladas algumas greves de pescadores (Matosinhos, Afurada, Espinho, Setúbal, Portimão) e de operários têxteis no Barreiro. Em Outubro, lutas de trabalhadores rurais alentejanos contra o desemprego.
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Em Janeiro e Fevereiro de 1955 são presos cerca de 100 estudantes, especialmente no Porto e no Norte do país. Em 1957 são julgados 53, dos quais 30 são condenados. Tribunal declara o MUD Juvenil como uma organização ilegal. Entre os detidos, Agostinho Neto, Ângelo Veloso, A. Borges Coelho e Pedro Ramos de Almeida.
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Em 12 de Dezembro de 1956, manifestações estudantis contra o Decreto nº 40 900 sobre encerramento de associações de estudantes. É ministro da educação Leite Pinto. Manifestações em Lisboa em Janeiro de 1957. Manifestações em Coimbra em Maio. Em Agosto de 1957 o diploma dá entrada na Câmara Corporativa para parecer e não volta a ser discutido na Assembleia Nacional.
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Depois do XX Congresso do PCUS em Fevereiro de 1955, o PCP adere à chamada coexistência pacífica, aprovando uma solução pacifica para o problema português. Já em Maio de 1956 Júlio Fogaça e Pedro Soares em carta ao Comité Central propuseram que o partido trabalhasse dentro dos sindicatos nacionais e optasse pela via eleitoral.
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Assinalam-se algumas greves durante o ano de 1957: dos salineiros de Alcochete, dos pescadores de Matosinhos e dos mineiros do Pejão. O PCP lançou uma campanha pelo salário mínimo de 100$00 por dia.
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O Bispo da Beira, D. Sebastião Garcia de Resende, entra em conflito com Salazar e chama-lhe chefe manhoso e terrível.
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Com a remodelação governamental de 14 de Agosto de 1958, surge um novo ministro da Defesa, Júlio Botelho Moniz, em substituição de Santos Costa. Em 27 de Julho, Humberto Delgado emite uma carta ao CEMGFA Botelho Moniz, ao presidente do Supremo Tribunal Militar, Lopes da Silva, ao Chefe de Estado Maior da Força Aérea, Costa Macedo, e o Chefe de Estado Maior do Exército, Beleza Ferraz, tratando-o por caros colegas, todos generais e todos participantes no 28 de Maio, propondo-lhes uma revolta.
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Em Dezembro de 1958 são presos vários dirigentes comunistas como Jaime Serra e Pedro Soares. Em 1958 e 1959 são presos 40 funcionários do partido e assaltadas 20 casas clandestinas, com destruição de tipografias.
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Pimentel, “Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo: As organizações femininas do Estado Novo. A “Obra das Mães Pela Educação Nacional” e a “Mocidade Portuguesa Feminina”. 1936-1966”, 1996. P.332
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Carta de D. António Ferreira Gomes a António de Oliveira Salazar, onde se tecem duras críticas à falta de autencidade corporativista e social-cristão do regime do Estado Novo. A missiva levará o prelado ao exílio, donde só regressa com Marcello Caetano.
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Greve de protesto contra a chamada burla eleitoral iniciada em 23 de Junho no Couço e mobilizando rurais. Dura cerca de 8 dias. A GNR cerca a vila e leva a cabo várias detenções.
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Incidentes em Lisboa junto à estátua de António José de Almeida. Polícia ataca manifestantes com gás lacrimogéneo.
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Em 11 de Novembro de 1958, nota oficiosa do Governo anuncia que não autoriza o deputado trabalhista britânico a visitar Portugal, para realizar uma conferência, para que teria sido convidado pela oposição. Por causa disto, em 26 de Novembro são preso Delgado, Azevedo Gomes, Vieira de Almeida, Jaime Cortesão e António Sérgio. É então demitido o ministro do Interior, Pires Cardoso, sendo substituído por Arnaldo Schultz (toma posse no dia 28).
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Delgado Azevedo Gomes, Vieira de Almeida, Jaime Cortesão e António Sérgio
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Para o dia 18 de Dezembro de 1958, estava planeada revolta de Delgado com Manuel Serra e o capitão Almeida Santos.
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Assinala-se no ano de 1959 uma greve de pescadores.
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Em 15 de Janeiro de 1959 Henrique Galvão, em regime de prisão, foge do hospital de Santa Maria. Pede asilo político na embaixada da Argentina e parte, depois, para o exílio. Transformava-se noutra das figuras míticas do oposicionismo.
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Será a primeira vez que sectores católicos actuam numa conspiração. Manuel Serra será a partir de então qualificado como o Manecas das intentas. Com efeito, a revolta abortada deu origem a uma série de intentonas. As reuniões conspiratórias ocorriam na Sé de Lisboa, com a condecendência do pároco, o padre Perestrelo de Vasconcelos. Depois de julgados e presos, os implicados são repartidos por Caxias, Aljube, Trafaria e Elvas.
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Inicia-se a preparação da defesa dos territórios ultramarinos, face à já então prevista eclosão de ações de guerra subversiva (antecedentes da Guerra Colonial).
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Em Abril de 1960 assinala-se uma greve em Aljustrel com ocupação das minas e da sede do sindicato. Cerca de uma centena de detidos.
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Movimentação de várias personalidades do regime, lideradas pelo ministro da defesa, Júlio Botelho Moniz, e apoiadas pelo antigo presidente da república, Craveiro Lopes, visando afastar Salazar através de um golpe palaciano.
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Nas tradicionais latadas, quase todos os cartazes são políticos e anti-salazaristas. Presos cerca de 50 estudantes. Assembleia Magna em 12 de Janeiro de 1962, solidariza-se com os protestos.
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Marca o início da luta armada pela independência da antiga colónia portuguesa, e o início da Guerra Colonial Portuguesa, já que pouco tempo depois o conflito alastrou-se às restantes colónias africanas. Segue-se o massacre da Baixa do Cassange.
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União das Populações de Angola (UPA) desencadeava os primeiros ataques às fazendas e vilas coloniais no norte de Angola, massacra centenas de colonos brancos e também negros, nas fazendas do café, zonas dos Dembos, Negage, Úcua e Nambuangongo.
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O oposicionista Palma Inácio desvia um avião da TAP que fazia a carreira Casablanca-Lisboa, em 10 de Novembro de 1961. Sobrevoando a capital portuguesa, lança panfletos assinados por Galvão e Delgado em nome da DRIL
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O militante comunista José Dias Coelho é morto por agentes da PIDE em Alcântara, no dia 16 de Novembro de 1961. Segundo a versão dos comunistas trata-se de um assassínio. Segundo a polícia política, mero acidente.
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Na noite da passagem do ano foi assaltado o quartel de Infantaria 3 em Beja. A revolta foi comandada pelo capitão Varela Gomes. Morto, durante os acontecimentos o tenente-coronel Jaime Filipe da Fonseca, então sub-secretário de Estado do exército.
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Em Janeiro de 1962, há manifestações oposicionistas no Porto contra o regime e contra a guerra, com palavras de ordem como Liberdade e Amnistia.
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Fase dentro do período da Guerra Fria que durou entre o rescaldo da Crise dos Mísseis Cubanos no final de outubro de 1962, através do período da Détente com o início em 1969, até o seu fim em 1979.
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Começa uma greve estudantil em Lisboa. Os incidentes desenrolam-se ao longo de todo o ano, insurgindo-se contra o ministro da educação Lopes de Almeida. O Dia do Estudante, marcado para 24 de Março, é proibido no dia 21 pelo ministro da educação. O processo estende-se a Coimbra. Com efeito, face à proibição as Academias de Lisboa e de Coimbra decretam luto académico.
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Em 30 de Abril de 1962, incidentes em Aljustrel: dois mortos e quatro feridos.
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Em 8 de Maio de 1962, incidentes na Baixa de Lisboa. Um morto e quatro feridos. No final do mês, bombas no ministério das corporações e no Secretariado Nacional de Informação.
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Começo da Guerra da Libertação da Guiné-Bissau, abrindo mais uma frente na Guerra Colonial Portuguesa.
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Incidentes em Lisboa no dia 1 de Maio de 1963. Um morto.
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GAPs (Grupos de Acção Popular), ligados à FAP lançam bomba contra instalações da Polícia. Em 26 de Novembro a FAP assassina num pinhal em Belas um tal Mateus considerado como um agente infiltrado. No mês de Outubro a PIDE havia prendido Pulido Valente.
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Brigada da PIDE assassina Humberto Delgado em 13 de Fevereiro de 1965. O tiro fatal foi disparado pelo agente Casimiro Monteiro. A brigada era chefiada por Rosa Casaco. Henrique Cerqueira, em Rabat, dá alarme àcerca do desaparecimento do general. Os cadáveres do general e da secretária apenas são descobertos no dia 24 de Abril
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Em Maio e Junho de 1967 vaga de prisões de dirigentes comunistas na margem Sul do Tejo e em toda a zona Sul do país. Prisão de, pelo menos, uma dezena de funcionários do partido.
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Uma brigada oposicionista, em 17 de Maio de 1967, liderada por Palma Inácio assalta a agência do Banco de Portugal na Figueira da Foz, desviando 29 mil contos. A partir destes fundos será criada a LUAR. Assalto à sede da 3ª Região Militar em Évora: desvio de armas pela LUAR.
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As inundações, associadas às precárias condições de habitação e à falta de ordenamento, causam cerca de 500 mortos e deixam milhares de pessoas sem-abrigo.
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Pimentel, “Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo: As organizações femininas do Estado Novo. A “Obra das Mães Pela Educação Nacional” e a “Mocidade Portuguesa Feminina”. 1936-1966”, 1996. Pp.333
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Um grupo de católicos opositores do salazarismo organiza na Igreja de S. Domingos em Lisboa, no dia 1 de Janeiro de 1969, uma velada pela paz a que aderiu uma dezena de sacerdotes e centena e meia de leigos. Foi então que se lançou a célebre Cantata da Paz.
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Em 25 de Janeiro de 1969, os funerais de António Sérgio assumem-se como manifestação oposicionista.
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Na travessia do rio Corubal, durante a retirada de Madina do Boé. (Guerra Colonial Portuguesa).
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Incidentes desencadeados a partir de 17 de Abril de 1969. Marcello Caetano está ausente do país. Américo Tomás, acompanhado pelo ministro da educação José Hermano Saraiva vão a Coimbra inaugurar o novo edifício universitário das Matemáticas. A recém eleita direcção da Associação Académica de Coimbra, através dos seu presidente, pede para falar na cerimónia, Tomás recusa. Foi o rastilho para o movimento acirrado pelas prisões feitas pela polícia dos dirigentes estudantis.
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Em 30 de Outubro de 1970, a primeira acção armada da ARA, braço armado do PCP. Nova acção ocorre em 25 de Novembro. Bomba em Tancos em 7 de Março de 1971
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Depois de um jantar comemorativo do 28 de Maio, onde a conspiração se traduziu em discursos de exaltação patriótica com braços ao alto em saudação romana, um grupo de jovens ultras decide comparecer diante da residência episcopal de D. António Ferreira Gomes e lançar insultos em nome da defesa do Ultramar. Membros dos serviços de informação da Legião Portuguesa, em colaboração com a polícia detêm para identificação alguns desses manifestantes. O jantar foi transmitido nos noticiários televisivos
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Grupo de cristãos progressistas ocupa a Capela do Rato, organizando uma vigília contra a guerra colonial. Visa-se o Dia Mundial da Paz e invoca-se o lema A Paz é Possível. Na acção destacam-se Luís Moita e Nuno Teotónio Pereira.
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Decretos de Sá Viana Rebelo sobre os milicianos e nomeia uma comissão para estudar o assunto.
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Os confrontos ocorridos no norte de Moçambique, em janeiro, justificam o lançamento do primeiro comunicado do Movimento dos Capitães, na defesa da democracia e de uma solução política para a "questão ultramarina".
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Período em que as relações entre as duas superpotências pioraram, decorrente da Invasão soviética do Afeganistão.
A mudança correspondente na política ocidental da Détente torna-se mais agressiva contra os soviéticos, objetivando combater o expansionismo soviético no mundo em desenvolvimento.