Luís de Camões

  • Jan 1, 1524

    Nesta data, provavelmente, nasceu, Luís de Camões...

    Nesta data, provavelmente, nasceu, Luís de Camões...
    Filho do fidalgo Simão Vaz de Camões, que serviu na Marinha Real e fez comércio na Guiné e na Índia, e de Dona Ana de Sá e Macedo, também de família fidalga, oriunda de Santarém. Filho único, Luís Vaz de Camões, segundo Jayne Fernandes e alguns outros autores, terá nascido em Lisboa, em 1524 (outros autores referem 1517, 1525 e Coimbra como local e data de nascimento). Três anos depois, estando a cidade ameaçada pela peste, a família mudou-se, acompanhando a corte, para Coimbra.
  • Jan 1, 1536

    Provavel início dos estudos em Coimbra...

    Provavel início dos estudos em Coimbra...
    Sobre a sua infância permanece a incógnita. Aos doze ou treze anos teria sido protegido e educado pelo seu tio D.Bento Camões, Chanceler da Universidade, que o encaminhou para Coimbra para estudar. Diz a tradição que foi um estudante indisciplinado, mas ávido pelo conhecimento. Contundo, o seu nome não consta dos registos da Universidade de Coimbra, mas é certo que estudou, a partir do seu elaborado estilo e da profusão de citações eruditas que aparecem nas suas obras.
  • Jan 1, 1542

    Vida na Corte e exílio em Constância...

    Vida na Corte e exílio em Constância...
    Reinava D. João II e, como Camões era fidalgo, podia frequentar as festas e saraus da corte no palácio real. Conta-se também que levava uma vida boémia, frequentando tavernas e envolvendo-se em arruaças e relações amorosas tumultuosas. Várias mulheres são citadas como suas amantes: a aristrocata D. Catarina de Ataíde, talvez a Natércia dos seus poemas ou a própria irmã do rei, Infanta D. Maria. Por ordem do rei ou vontade própria, exilou-se em Constância, onde permaneceu dois anos...
  • Jan 1, 1546

    Serviço militar em Ceuta...

    Serviço militar em Ceuta...
    Entre 1546 a 1548, em Ceuta, Luís Vaz de Camões teve de trocar as delícias e dissabores, pelo serviço militar. Os motivos para a viagem são duvidosos, mas a sua estada ali é aceite como facto, permanecendo dois anos e perdendo o olho direito em batalha naval no Estreito de Gibraltar. De regresso a Lisboa, não tardou em retomar a vida boémia.
  • Jan 1, 1549

    De novo em Lisboa e prisão...

    De novo em Lisboa e prisão...
    De volta a Portugal retomou a vida boémia e teve vários duelos, num dos quais feriu Gonçalo Borges, moço de arreios de D. João III, o que lhe custou um ano de prisão no Tronco. Diz-se que foi nesse ano de prisão que Camões compôs o primeiro canto da sua obra “Os Lusíadas”. Obteve a liberdade como promessa de embarcar para a Índia como simples homem de guerra...
  • Jan 1, 1550

    Alistado para embarcar para a India...

    Alistado para embarcar para a India...
    Data de 1550 um documento que o dá como alistado para viajar à Índia, mas não viajou de imediato. Viajou na nau São Bento, da frota de Fernão Álvares Cabral, que largou do Tejo em 24 de março de 1553. Durante a viagem passou pelas regiões onde Vasco da Gama navegara, enfrentou uma tempestade no Cabo da Boa Esperança onde se perderam as três outras naus da frota, e aportou em Goa em 1554.
  • Jan 1, 1554

    Goa, expedição contra o rei de Chambé e mar vermelho...

    Goa, expedição contra o rei de Chambé e mar vermelho...
    Chegado a Goa, em 1554, logo se alistou no serviço do vice-rei Dom Afonso de Noronha e combateu na expedição contra o rei de Chembé (ou "da Pimenta"). Em 1555, sucedendo a Noronha Dom Pedro Mascarenhas, este ordenou a Manuel de Vasconcelos que fosse combater os mouros no Mar Vermelho. Camões acompanhou-o, mas a esquadra não encontrou o inimigo e foi invernar a Ormuz, no Golfo Pérsico.
  • Jan 1, 1556

    Goa e de novo a prisão...

    Goa e de novo a prisão...
    Ao retornar a Goa em 1556, encontrou no governo Dom Francisco Barreto, para quem compôs o Auto de Filodemo. Na mesma época teria surgido a público uma sátira anónima criticando a imoralidade e a corrupção reinantes, que foi atribuída a Camões. Sendo as sátiras condenadas pelas Ordenações Manuelinas, terá sido preso por isso. Outros autores atribuem a prisão a dívidas. É possível que permanecesse na prisão até 1561. Terá escrito aqui grande parte dos Lusíadas...
  • Jan 1, 1562

    Nomeado para funções em Macau...

    Nomeado para funções em Macau...
    Dom Francisco Coutinho libertou-o, tendo-o empregado e protegido. Deve ter sido nomeado para a função de Provedor-mor dos Defuntos e Ausentes para Macau em 1562, desempenhando-a de facto de 1563 até 1564 ou 1565. Nesta época, Macau era um entreposto comercial ainda em formação, sendo um lugar quase deserto. Diz a tradição que ali teria escrito parte d'Os Lusíadas numa gruta, que mais tarde recebeu o seu nome.
  • Jan 1, 1565

    Naufrágio no delta do rio Mekong...

    Naufrágio no delta do rio Mekong...
    Na viagem de volta a Goa, naufragou, conforme diz a tradição, junto à foz do rio Mekong, salvando-se apenas ele e o manuscrito d'Os Lusíadas, evento que lhe inspirou as célebres redondilhas. O trauma do naufrágio, conforme disse Leal de Matos, repercutiu mais profundamente numa redefinição do projeto d'Os Lusíadas, sendo perceptível a partir do Canto V. Provavelmente o seu resgate demorou meses a ocorrer, e não há registo de como isso ocorreu, mas foi levado a Malaca, onde foi, de novo preso.
  • Jan 1, 1566

    De novo em Goa...

    De novo em Goa...
    Não se sabe a data exata de seu retorno a Goa, onde pode ter continuado preso ainda algum tempo. Certos biógrafos afirmam que lhe foi prometido um posto oficial na feitoria de Chaul, mas não chegou a tomar posse. Severim de Faria disse que os anos finais passados em Goa foram entretidos com a poesia e com as atividades militares, onde sempre demonstrou bravura, prontidão e lealdade à Coroa.
  • Dec 1, 1567

    Camões na Ilha de Moçambique...

    Camões na Ilha de Moçambique...
    Em dezembro de 1567 Camões embarcou na nau de Pedro Barreto para Sofala, na ilha de Moçambique, onde este havia sido designado governador, e lá esperaria por um transporte para Lisboa em data futura. Os primeiros biógrafos dizem que Pedro Barreto era traiçoeiro, fazendo promessas vãs a Camões, de tal modo que, passados dois anos, Diogo do Couto o encontrou em precária condição...
  • Apr 7, 1570

    De volta a Portugal...

    De volta a Portugal...
    O governador da ilha de Moçambique, Pedro Barreto, exige o pagamento de duzentos cruzados por conta dos gastos que tivera com o poeta. Os seus amigos reunem a quantia e Camões foi liberado, chegando a Cascais a bordo da nau Santa Clara em 7 de abril de 1570
  • Jan 1, 1571

    Leitura de «Os Lusíadas» a D. Sebastião

    Leitura de «Os Lusíadas» a D. Sebastião
    Finalizou «Os Lusíadas», tendo-os apresentado em récita para o rei Dom Sebastião, no Paço de Sintra. O rei, ainda um adolescente, determinou que o trabalho fosse publicado, concedendo também uma pequena pensão a "Luís de Camões, cavaleiro fidalgo de minha Casa", em paga pelos serviços prestados na Índia. O valor desta pensão não excedeu os quinze mil réis anuais.
  • Mar 1, 1572

    Primeira Edição de «Os Lusíadas»

    Primeira Edição de «Os Lusíadas»
    A primeira edição dos Lusíadas viu a luz do dia em Março de 1572, com o patrocínio real do Rei D. Sebastião. Mais de uma centena de estrofes, divididas por dez cantos, contam as glórias dos portugueses nas suas aventuras pelo mundo. Escrito por Luis Vaz de Camões é considerada uma das mais importantes obras litrerárias publicadas em Portugal.
  • Jan 1, 1575

    Últimos anos de vida na pobresa...

    Últimos anos de vida na pobresa...
    Viveu seus anos finais num quarto de uma casa próxima da Igreja de Santa Ana, num estado, segundo narra a tradição, da mais indigna pobreza, "sem um trapo para se cobrir". Le Gentil considerou essa visão um exagero romântico, pois ainda podia manter o escravo Jau, que trouxera do oriente, e documentos oficiais atestam que dispunha de alguns meios de vida.
  • Jun 10, 1580

    Morte de Luís de Camões

    Morte de Luís de Camões
    Depois de ver-se amargurado pela derrota portuguesa na Batalha de Alcácer-Quibir, onde desapareceu Dom Sebastião, adoeceu, segundo Le Gentil, de peste. Foi transportado para o hospital, e faleceu em 10 de junho de 1580. Sepultado em campa rasa no cemitério do hospital dos pobres ou da igreja de Sta. Ana. Após o terramoto de 1755 procuraram-se, sem resultados as suas ossadas. A ossada que foi depositada em 1880 numa tumba no Mosteiro dos Jerónimos é, com toda a probabilidade, de outra pessoa.
  • Comédia «Anfitriões»

    Comédia «Anfitriões»
    Anfitriões, publicado em 1587, é uma adaptação do Amphitryon de Plauto, onde acentua o carácter cómico do mito de Anfitrião, destacando a omnipotência do amor, que subjuga até os imortais, também seguindo a tradição vicentina. A peça foi escrita em redondilhas menores e faz uso do bilinguismo, empregando o castelhano nas falas do personagem Sósia, um escravo, para assinalar seu baixo nível social em passagens que chegam ao grotesco, um recurso que aparece nas outras peças também.
  • Comédia «Filodemo»

    Comédia «Filodemo»
    O Filodemo, composto na Índia e dedicado ao vice-rei Dom Francisco Barreto, é uma comédia de moralidade em cinco atos, de acordo com a divisão clássica, sendo das três a que se manteve mais viva no interesse da crítica pela multiplicidade de experiências humanas que descreve e pela agudeza da observação psicológica. O tema versa sobre os amores de um criado, Filodemo, pela filha, Dionisa, do fidalgo em casa de quem serve, com traços autobiográficos.
  • Edição da coletânea «Rimas»

    Edição da coletânea «Rimas»
    A obra lírica de Camões, dispersa em manuscritos, foi reunida e publicada postumamente em 1595 com o título de Rimas. A coletânea compreende redondilhas, odes, glosas, cantigas, voltas ou variações, sextilhas, sonetos, elegias, éclogas e outras estâncias pequenas. A despeito dos cuidados do primeiro editor das Rimas, Fernão Rodrigues Lobo Soropita, na edição de 1595 foram incluídos vários poemas apócrifos. Em edições seguintes tentou-se discriminar os poemas realmente a ele atribuidos...
  • Comédia «El-Rei Seleuco»

    Comédia «El-Rei Seleuco»
    A atribuição do El-Rei Seleuco a Camões, é controversa. A sua existência não era conhecida até 1654, quando apareceu publicada na primeira parte das Rimas na edição de Craesbeeck, que não deu detalhes sobre a sua origem e teve poucos cuidados na edição do texto. A peça também diverge em vários aspetos das outras que sobreviveram, tais como a extensão, bem mais curta, na existência de um prólogo em prosa, e no tratamento menos profundo e menos erudito do tema amoroso.