HIST9LF2 - Percursos na História de Portugal do séc. XX (Aline e Inês)

  • Início do séc.XX

  • Chefia do reino entregue a D.João Franco

    Em maio de 1906, devido aos constantes desentendimentos entre partidos e a agitação no parlamento e nas ruas, o rei D.Carlos entregou a chefia do governo a João Franco, do partido regenerador Liberal.
  • D.João Franco começa a governar Portugal em ditadura

    A oposição do parlamento e os escândalos financeiros levaram o rei a dissolver o parlamento, levando D.João Franco a governar em ditadura, a ,aio de 1907.
  • Regicídio

    Regicídio

    A oposição ao regime de D.João Franco foi crescendo e no dia 1 de fevereiro de 1908, o rei D.Carlos e o príncipe herdeiro, D.Luís Filipe foram assassinados no Terreiro do Paço. Sucedeu ao trono o segundo filho do rei, D.Manuel II, que demitiu João Franco e formou em seguida um governo com representantes de todos os partidos que apoiavam a monarquia, mas surgiram desentendimentos aproveitados pelo partido republicano para reforçar a contestação da monarquia .
  • Revolução republicana e implantação da república

    Revolução republicana e implantação da república

    Na noite de 4 de outubro de iniciou-se a revolução republicana, segundo um plano de Machado Santos. Os elementos do exército concentraram-se na atual rotunda do Marquês de Pombal e com ajuda de populares combateram as tropas do rei, ao mesmo tempo que os navio da marinha bombardeavam o palácio onde se encontrava o monarca. No dia 5 de outubro, proclamou-se a república e constitui-se um governo provisório liderado por Teófilo Braga, que criou um novo hino, uma nova bandeira e uma nova moeda.
  • Aprovação da constituição republicana

    O governo provisório de Portugal conduziu o país até a uma constituição republicana, que adotou o sistema liberal da divisão tripartida dos poderes. A carta constitucional de 1911 tinha alterações significativas relativamente ao documento de 1826.
  • Portugal envia militares para África

    Em 1914 a disputa das colónias portuguesas com a Alemanha levou ao envio de militares para Angola e Moçambique.
  • Participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial

    O governo de Afonso Costa defende a entrada de Portugal nas frentes europeias da Primeira Guerra, ao lado dos aliados. A participação de Portugal no conflito permitia garantir a posse das colónias e contribuir para a afirmação internacional.
  • Instauração de uma ditadura militar

    A participação de Portugal na guerra agravou a instabilidade política e as condições de vida da população. A instabilidade política era de tal forma preocupante que Portugal entre 1910 e 1926 teve 8 presidentes e 45 governos. Em 28 de maio de 1926, um golpe militar liderado pelo general Gomes da Costa derruba o governo e dissolve o governo, os militares substituem a república pela ditadura militar.
  • Salazar

    Salazar

    Em 1928, o general Óscar Carmona foi eleito o primeiro presidente da república. Após a sua eleição convidou António Salazar para ministro das finanças, que foi bem sucedido e reorganizou as finanças do país.
    Em 1932, Salazar foi nomeado primeiro-ministro.
  • Constituição de 1933

    Em abril de 1933, foi promulgada uma nova constituição, que pôs fim ao período de Ditadura Militar. Inicia-se assim um novo período ditatorial, que Salazar intitulou de Estado Novo.
  • A Legião e a Mocidade Portuguesa

    A Legião e a Mocidade Portuguesa

    Em 1936 começaram a surgir as primeiras organizações com características fascistas. A Legião Portuguesa, uma organização armada para defender o regime salazarista e combater o comunismo e a Mocidade Portuguesa, uma organização juvenil que procurava desenvolver a devoção à pátria, o cultor do chefe e o espírito militar.
  • Assembleia Nacional dissolvida e fim do Salazarismo á vista.

    A derrota dos regimes fascista e nazi na segunda guerra mundial trouxe a Portugal a esperança no fim do regime Salazarista e na instauração do regime democrático, em outubro de 1945 a assembleia nacional foi dissolvida.
    A candidatura do general Humberto Delgado em 1958 fez tremer o salazarismo, contudo os resultados finais oficiais foram alterados.
  • NATO e ONU

    Portugal e Espanha foram os únicos países da Europa Ocidental a manterem os seus regimes ditatoriais. O anticomunismo destes países parecia agradar às grandes potências e os EUA e a Grã-Bretanha chegaram mesmo a apoiar a entrada de Portugal na NATO como membro fundador, em 1949 e na ONU, em 1955.
  • Period: to

    Surto de emigração em Portugal

    As enormes diferenças entre Portugal e os países industrializados da Europa (provenientes do Estado Novo e da maneira errada de como Salazar governava Portugal) fizeram com que Portugal alcançasse valores bastante elevados em termos de emigração. As pessoas emigravam na esperança de fugir à Guerra Colonial, à repressão política e à incapacidade dos setores económicos. A população diminuiu e envelheceu.
  • Política colonial do Estado Novo e Guerra Colonial

    Política colonial do Estado Novo e Guerra Colonial

    A descolonização após a 2.ªGuerra aumentou, mas apesar desse aumento Salazar recusou dar a independência ás suas colónias, mesmo com toda a pressão internacional, recusa essa que contribuiu para o isolamento de Portugal internacionalmente.
    O controlo das colónias começou a ser perdido, uma vez que cada colónia ia entrando em guerra sucessivamente na luta pela independência e Salazar via-se obrigado a retirar tropas. A guerra provocou milhares de mortos e feridos e consumiu verbas muito elevadas.
  • Salazar adoece e é substituído por Marcelo Caetano

    Salazar adoece e é substituído por Marcelo Caetano

    No início de setembro de 1968, Salazar adoece e é substituído por Marcelo Caetano, ficou conhecido como fundador da “Primavera Marcelista”, pois a atuação inicial do governo deu esperança aos portugueses, foi um período de esperança em que alguns políticos exilados puderam voltar a Portugal e a ação da PIDE e da censura deram uma diminuída.
  • Eleições de 1969

    Nas eleições de 26 de outubro de 1969 pela primeira vez em 44 anos a oposição foi as urnas em quase todo o país. A oposição mesmo assim sofreu uma pesada derrota perante a Assembleia Nacional devido a problemas na campanha política. A Assembleia Nacional voltou a ser exclusivamente ocupada por deputados da União Nacional que mudou o nome para Ação Nacional Popular (fim da Primavera Marcelista).
  • Vésperas do 25 de Abril

    O desgaste provocado pela guerra colonial fazia-se sentir, o exército via-se desprestigiado e milhares de jovens fugiam para o estrangeiro para não terem de lutar, a guerra continuava a contribuir para deixar Portugal isolado internacionalmente.
    Nos finais de 1973, um grupo de capitães começou a preparar um movimento conspirativo para pôr fim ao estado novo.
  • 25 de Abril: Revolução dos Cravos ou de Abril

    25 de Abril: Revolução dos Cravos ou de Abril

    A 25 de Abril de 1974, o Movimento das forças armadas (MFA) atuou com precisão e rapidez, pondo fim ao regime de Salazar.
    Constitui-se uma junta de Salvação Nacional com a missão de governar até à formação de um governo provisório, junta essa que nomeou o general Spínola para presidente da república, Spínola esse que indicou Adelino da Palma Carlos para chefe do Governo provisório que governaria até à realização das primeiras eleições em liberdade.
  • Revolução democrática portuguesa difícil

    A revolução democrática portuguesa trouxe um enorme e difícil processo de democratização, onde houveram constantes trocas de governo, o general Spínola demitiu-se e foi substituído pelo general Gomes da Costa e a 25 de novembro de 1975 a esquerda radical tentou um golpe para tomar o poder mas foi parada pelos militares.
  • A descolonização

    A descolonização era um dos principais objetivos do MFA, tendo sido mesmo concretizada em Moçambique, em Angola, na Guiné, em Cabo Verde e em São Tomé e Príncipe. Em Macau e Timor foi diferente.
  • Constituição de 1976

    A Constituição de 1976 garantiu a liberdade individual a todos os portugueses, a igualdade perante a lei, o direito á educação e o direito ao voto. Na nova constituição os órgãos de soberania são o Presidente da República, a Assembleia da República, o Tribunal e o Governo. Devido à fragilidade gerada pelo 25 de abril e à crise económica dos anos 70, Portugal ganhou ainda mais dificuldades e aumentou a dívida externa, logo teve de recorrer ao FMI (causa do aumento do desemprego e da inflação ).