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Apostila "Introdução à História Marítima Brasileira"/ Grandes Navegações à Segunda Guerra Mundial

  • 1415

    Tomada de Ceuta

    A tomada de Ceuta, no norte da África (Marrocos), em 1415, marca o início da expansão portuguesa rumo à África e à Ásia.
  • 1436

    Os portugueses atingem o Rio do Ouro

    Os portugueses atingiram o Rio do Ouro e iniciaram a conquista da Guiné. Ali se apropriaram da Mina, centro aurífero explorado pelos reinos nativos em associação aos comerciantes mouros, a maior fonte de ouro de toda a história de Portugal até aquela data.
  • 1444

    Os portugueses atingem a Ilha de Arguim

    Em 1444, atingiram a Ilha de Arguim, no Senegal, onde instalaram a primeira feitoria em território africano e iniciaram a comercialização de escravos, marfim e ouro.
  • 1453

    Tomada da cidade de Constantinopla

    As mercadorias do Oriente, inclusive as especiarias (pimenta, cravo, canela e gengibre, que eram necessárias para conservar os alimentos), eram trazidas por caravanas de camelos guiados pelos árabes até portos do Mar Mediterrâneo, onde eram compradas pelos italianos, que revendiam na Europa. Os turcos-otomanos tomaram a cidade de Constantinopla e bloquearam essas rotas. Tornou-se necessário encontrar uma nova passagem para as Índias.
  • 1488

    Os portugueses atingem o Cabo das Tormentas

    Bartolomeu Dias atingiu o Cabo das Tormentas, no extremo Sul do continente – que passou a ser chamado de Cabo da Boa Esperança – e chegou ao Oceano Índico, conquistando o trecho mais difícil do caminho das Índias.
  • 1492

    Descobrimento da América

    Se deu pela armada do navegador Cristóvão Colombo em 12 de outubro de 1492, na tentativa de achar uma rota alternativa para as Índias, representa o início da colonização européia do continente americano.
  • 1494

    O Tratado de Tordesilhas

    Assinado na povoação castelhana de Tordesilhas em 7 de junho de 1494, foi um tratado celebrado entre o Reino de Portugal e a Coroa de Castela para dividir as terras "descobertas e por descobrir" por ambas as Coroas fora da Europa. Este tratado surgiu na sequência da contestação portuguesa às pretensões da Coroa de Castela, resultantes da viagem de Cristóvão Colombo, que um ano e meio antes chegara ao chamado Novo Mundo.
  • 1498

    Vasco da Gama chega a Calicute

    Depois que os portugueses chegaram às ilhas da Madeira e dos Açores, eles atingiram o extremo sul do continente africano e, finalmente, em 1498, o explorador Vasco da Gama alcançou Calicute, na Índia, estabelecendo definitivamente a rota entre Portugal e o Oriente.
  • 1500

    Descobrimento do Brasil

    Refere-se à chegada, em 22 de abril de 1500, da frota comandada por Pedro Álvares Cabral ao território onde hoje se localiza o Brasil.
  • 1501

    1ª expedição de reconhecimento da costa brasileira

    A expedição, comandada por Gonçalo Coelho, partiu de Lisboa em 13 de maio de 1501.Em meados do mês de junho, partiu para sua travessia oceânica, chegando à costa brasileira na altura do Rio Grande do Norte. O périplo costeiro da expedição teve como limite sul a região de Cananéia, localizada no atual litoral Sul do Estado de São Paulo.
  • 1502

    2ª expedição de reconhecimento da costa brasileira

    Essa segunda expedição foi resultado do arrendamento da Terra de Santa Cruz a um consórcio formado por cristãos-novos, encabeçado por Fernando de Noronha, e que tinha a obrigação, conforme contrato, de mandar todos os anos seis navios às novas terras com a missão de descobrir, a cada ano, 300 léguas avante e construir uma fortaleza. A rota traçada pela expedição cruzou o Atlântico, passando pelo Arquipélago de Fernando de Noronha, concluindo sua navegação nas imediações de Porto Seguro.
  • 1503

    3ª expedição de reconhecimento da costa brasileira

    Essa expedição partiu de Portugal em 10 de junho de 1503, era composta por seis naus, e novamente foi comandada por Gonçalo Coelho. Ao chegarem em Fernando de Noronha, naufragou a capitânia. Neste local deu-se a separação da frota. Após aguardar por o aparecimento do restante da frota, dois navios rumaram para a Baía de Todos os Santos. Havendo aguardado por dois meses e quatro dias alguma notícia de Gonçalo Coelho, decidiram percorrer o litoral em direção ao sul, na altura do Rio do Janeiro.
  • 1516

    As expedições guarda-costas

    O negócio rendoso da exploração do pau-brasil começou a atrair a atenção de outros países europeus que nunca aceitaram a partilha do mundo entre Portugal e Espanha, dentre eles a França, que comercializava clandestinamente com os índios. O fidalgo Cristóvão Jaques foi mandado para o Brasil e realizou viagens ao longo de nossa costa entre os períodos de 1516 a 1519, 1521 a 1522 e de 1527 a 1528, onde combatendo e reprimindo as atividades do comércio clandestino.
  • 1530

    A expedição de Martim Afonso de Sousa

    Em 1530, Portugal resolveu enviar ao Brasil uma expedição comandada por Martim Afonso de Sousa visando à ocupação da nova terra. Tinha a missão de combater os franceses, que continuavam a freqüentar o litoral e contrabandear o pau-brasil; descobrir terras e explorar rios; e estabelecer núcleos de povoação. Em 1532, fundou no atual litoral de São Paulo a Vila de São Vicente, onde construiu o primeiro engenho de açúcar do Brasil e plantou as primeiras mudas de cana que trouxe da Ilha da Madeira.
  • 1540

    União Ibérica

    No final do século XVI, a produção e a comercialização do açúcar brasileiro foram afetadas por crise política em Portugal. Em 1578, o rei português, Dom Sebastião, morreu durante uma batalha no Marrocos. Como não deixou herdeiros diretos, a coroa foi entregue ao seu tio, cardeal Dom Henrique, que faleceu dois anos depois. Filipe II, Rei da Espanha e neto do rei português Dom Manuel, aproveitou a oportunidade para invadir Portugal e assumir o trono.
  • 1549

    Criação do Governo Geral

    O sistema de capitanias hereditárias fracassou. Apenas as capitanias de São Vicente e Pernambuco, onde a produção de açúcar se expandiu rapidamente, progrediram. Diante desse quadro, a metrópole portuguesa decidiu iniciar um processo de centralização administrativa para ajudar os donatários a promover o desenvolvimento da colônia. Criou-se, assim, o governo-geral. Tomé de Souza foi o primeiro governador-geral do Brasil. Ele chegou à Bahia em 1549.
  • 1555

    Invasão Francesa no Rio de Janeiro

    O oficial naval francês Nicolau Durand de Villegagnon chegou à Baía de Guanabara em 1555, instalou o núcleo da colônia e construiu uma fortificação, dando-lhe o nome de Forte de Coligny. Em terra firme, perto do atual Morro da Glória, instalou uma olaria para fabricar tijolos e telhas, fez plantações e deu início a uma povoação, que chamou de Henryville. A reação portuguesa ocorreu quando o Governador Mem de Sá, em 1560, atacou o Forte de Coligny com uma força naval que trouxera da Bahia.
  • Invasão francesa no Maranhão

    Após a derrota no Rio de Janeiro, os franceses rumaram para o Norte. Na atual Ilha de São Luís havia uma pequena povoação de franceses, em boa convivência com os índios. Em 1614, uma força naval comandada por Jerônimo de Albuquerque, nascido no Brasil, chegou ao Maranhão para combater os franceses. Este grupamento pode ser considerado a primeira força naval comandada por um brasileiro. Renderam-se em 1615.
  • Holandeses na Bahia

    O período da União Ibérica coincidiu com a guerras da independência da Holanda, que fazia parte dos Países Baixos. Em 1579, ela declarou sua independência. Fora do controle espanhol, os comerciantes holandeses foram proibidos de comercializar com os domínios da Espanha na América que, durante a União Ibérica, incluíam o Brasil. Assim, em 1624, um grupo de holandeses, sob o comando da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, invadiu a cidade de Salvador.
  • Holandeses em Pernambuco

    Os holandeses, em 1630, organizaram uma nova expedição, muito mais poderosa que a anterior. Dessa vez, eles invadiram as cidades de Olinda e Recife, na capitania de Pernambuco. Após a derrota dos portugueses, a administração holandesa em Pernambuco foi assumida pelo conde Maurício de Nassau, que governou entre 1637 e 1644. O governo de Nassau favoreceu os senhores de engenho com empréstimos para a compra de escravos e de equipamentos e a produção e comércio do açúcar cresceu.
  • Fim da União Ibérica

    Em 1º de dezembro de 1640, ocorreu a Restauração de Portugal, ou seja, a separação de Portugal da Espanha, com o fim da união das coroas ibéricas, e a aclamação do Duque de Bragança como rei, com o nome de D. João IV. Após a Restauração de Portugal, foi enviado um novo governador-geral para o Brasil, Antônio Teles da Silva.
  • Insurreição Pernambucana

    Em 1644, iniciou-se uma campanha contra os holandeses aprovada pelo rei de Portugal. Teles da Silva resolveu reunir uma força naval para auxiliar os revoltosos, com base no que havia disponível. Os principais embates ocorreram nos Montes Guararapes, nos anos 1648 e 1649. A rendição holandesa foi assinada em 1654. Uma vez expulsos, os holandeses aproveitaram os conhecimentos adquiridos no Brasil apara ampliar a produção açucareira em suas colônias no Caribe.
  • Tratado de Lisboa

    A fronteira do Sul do Brasil demorou a ser definida devido à ferrenha disputa travada entre Portugal e Espanha que tinham interesse em dominar a estratégica região platina. Para consolidar o domínio da região, os dois reinos travavam diversas batalhas – nas quais o poder naval de ambos os lados foi muito empregado – e vários acordos foram firmados. Em 1680, a Colônia de Sacramento foi atacada e reconquistada aos espanhóis pelo governador de Buenos Aires, sendo devolvida aos portugueses em 1683.
  • O Tratado de Utrecht

    A morte do Rei da Espanha Carlos II, em novembro de 1700, levou as maiores potências europeias a engajarem-se no conflito que ficou conhecido como Guerra de Sucessão de Espanha. Nesse conflito, Portugal e Espanha ficaram em lados opostos e, como conseqüência, a Colônia de Sacramento foi novamente ocupada pelos espanhóis em 1705. Esse legitimou a presença portuguesa na região do Prata com a restituição aos lusos da Colônia de Sacramento.
  • Tratado de Madri

    O conflito ocorrido entre as cortes portuguesa e espanhola entre 1735 e 1737 motivou a terceira investida hispânica sobre a Colônia de Sacramento. A força naval portuguesa no Prata combateu os espanhóis, apoiou a Colônia de Sacramento e estabeleceu o domínio do mar na região. Mesmo após a assinatura por portugueses e espanhóis do armistício de 1737, o cerco terrestre à Colônia de Sacramento continuou. Portugal e Espanha resolveram assinar, em 1750, o Tratado de Madri.
  • Tratado do Pardo

    Anulou os efeitos do Tratado de Madri e estabeleceu que a Colônia de Sacramento voltasse a ser de Portugal. Durante a Guerra dos Sete Anos, Portugal e Espanha voltaram a ficar em lados opostos quando, em 1761, a Espanha assinou um tratado de aliança com a França, o que levou a Grã-Bretanha a declarar guerra aos espanhóis. Como consequência, Portugal, que apoiava os britânicos, foi invadido em 1762 por forças hispânicas e consequentemente a guerra se propagou para o Sul do Brasil.
  • Tratado de Santo Ildefonso

    Na tentativa de resolver as questões de limites entre Portugal e Espanha, foi assinado em 1º de outubro de 1777 o Tratado de Santo Ildefonso. Por este tratado, ficou estabelecido a restituição a Portugal da Ilha de Santa Catarina, porém os lusos perderam a Colônia do Santíssimo Sacramento e a região dos Sete Povos das Missões. Este tratado deixou os espanhóis com o domínio exclusivo do Rio da Prata, sendo deveras desvantajoso para Portugal.
  • Tratado de Badajós

    A relação luso-espanhola foi afetada quando Napoleão forçou a Espanha a declarar guerra a Portugal em 1801. O rompimento das relações entre os dois países na Europa durou poucas semanas, sem ações militares dignas de registro, conhecida como Guerra das Laranjas. Na América, porém, a chegada da notícia sobre o conflito entre as duas coroas desencadeou o rompimento de hostilidades entre as populações da fronteira. O Tratado de Badajós pôs fim à guerra de França e Espanha contra Portugal.
  • A vinda da Família Real

    Ao saber da chegada do Exército invasor de Napoleão, o Conselho de Estado com o Príncipe Regente D. João acordaram na retirada para o Brasil de toda a Família Real no final de novembro de 1807. Em janeiro de 1808, assim que chegou ao Brasil, o príncipe regente assinou um decreto abrindo os portos brasileiros “às nações amigas” que, pelas circunstâncias do período, resumiam-se praticamente à Inglaterra. A abertura dos portos aos britânicos determinou o fim do exclusivo comercial metropolitano.
  • Brasil declara guerra à França

    Na condução da política externa, João VI demonstrou interesses expansionistas. Assinou, a 1º de maio de 1808, um manifesto declarando guerra à França, considerando nulos todos os tratados que o imperador dos franceses o obrigara a assinar. Os limites entre o Brasil e a Guiana Francesa foram questionados e decretou a invasão da mesma, localizada no extremo norte da América do Sul. Guiana Francesa foi devolvida aos franceses em 1817.
  • Tratado de Navegação e Comércio

    O limitado mercado consumidor brasileiro e a concorrência dos produtos britânicos dificultavam o desenvolvimento industrial. A assinatura, em 1810, do Tratado de Navegação e Comércio, que reduziu de 24% para 15% a taxa alfandegária sobre os produtos ingleses, limitou ainda mais a possibilidade de industrialização.
  • Brasil deixa de ser colônia

    Com a abertura dos portos foi rompido o exclusivo comercial e com o decreto de 1815 o Brasil deixou de ser colônia, elevado à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves.
  • A Revolta Nativista

    A presença da corte no Rio de Janeiro resultou em um significativo aumento dos impostos, o que gerou grande descontentamento da população. Agravando a crise gerada pelo aumento de impostos, a capitania de Pernambuco foi castigada por dois anos de seca – 1815 e 1816 – que comprometeram a lavoura daquela que era a principal área de cultivo de produtos tropicais. Os partidários da independência passaram a se manifestar abertamente contra a presença dos portugueses no Brasil.
  • Anexação da Cisplatina

    D. João conquistou a banda Oriental do Rio da Prata, atual Uruguai, incorporada ao território imperial com o nome de Província Cisplatina em 1821.
  • Independência do Brasil

    Com a queda de Napoleão e o movimento de restauração das monarquias absolutistas, os portugueses esperavam que seu rei retornasse para Portugal e trouxesse a Corte de volta para Lisboa. Mas não foi o que aconteceu. Isso fez estourar um movimento revolucionário liberal na Cidade do Porto. Contudo, os portugueses desejavam reativar a subordinação política e econômica do Brasil, posterior a 1808, reerguendo o pacto colonial. D. Pedro defendeu a autonomia brasileira e declarou a independência.
  • Reinado de D. Pedro I

    O Imperador D. Pedro I tornava-se cada vez mais autoritário, buscando o apoio da facção dos portugueses que defendiam maior poder ao monarca. Pressionado pela população, em 7 de abril de 1831, D. Pedro I abdicou do trono em favor de seu filho, D. Pedro de Alcântara, que tinha apenas cinco anos de idade. Como o herdeiro não tinha idade para assumir o trono, instalou-se no Brasil um governo regencial.
  • Confederação do Equador

    Foi um movimento revolucionário de caráter separatista e republicano que eclodiu no dia 2 de julho de 1824 em Pernambuco, se alastrando para outras províncias do Nordeste do Brasil. Representou a principal reação contra a tendência monarquista e a política centralizadora do governo de Dom Pedro I.
  • Independência do Uruguai

    Depois de inúmeros confrontos entre a argentinos e brasileiros, a chamada Guerra da Cisplatina, a Província Cisplatina teve a independência patrocinada pela Inglaterra e, em 1828, tornou-se uma nação independente, o Uruguai.
  • O período regencial

    A ausência da figura do Imperador e o fortalecimento do
    federalismo favoreceram o surgimento de movimentos separatistas regionais, colocando em rico a unidade territorial. O período foi monopolizado por liberais e conservadores; políticos desses dois grupos alternavam-se no poder durante os nove anos do governo regencial. Eram representantes das classes ricas e estavam de acordo em deixar o restante da nação longe do centro de poder. regente de maior notoriedade foi padre Diogo Feijó.
  • Cabanagem

    A primeira sublevação ocorrida no período regencial foi a Cabanagem, no Grão-Pará, que se generalizou em 1835 com a ocupação da capital da província, Belém. Cabanos era a denominação dada aos habitantes ribeirinhos da foz do Amazonas. A luta se estendeu até 1840, com a ação conjunta da Força Naval e das tropas do Exército debelando a resistência dos cabanos por todo o Pará.
  • Guerra dos Farrapos

    Guerra dos Farrapos, rebelião no sul do Império que durou dez anos, de 1835 a 1845, atingiu uma região de fronteira já conturbada por conflitos externos. No Rio Grande do Sul formou-se uma elite econômica e política ligada à pecuária, que desejava a proteção ao charque produzido no Rio Grande do Sul, que sofria concorrência desleal do produto argentino. Em 1845 foi assinado um acordo de paz.
  • Sabinada

    Eclodiu em Salvador e foi a expressão do pensamento político das camadas médias urbanas que se identificavam com o liberalismo. Os conspiradores, liderados pelo jornalista Francisco Sabino, pertenciam à elite letrada e estavam revoltados com o despotismo dos regentes. Foi combatida pela Marinha Imperial com um bloqueio da província e o combate a uma diminuta Força Naval montada pelos rebeldes com navios apresados. A revolta foi finalmente sufocada em 1838.
  • Balaiada

    Ocorreu na província do Maranhão. Em 1838, uma grave crise econômica abateu-se sobre a população maranhense, atingindo mais fortemente as camadas pobres. Grupos de sertanejos famintos passaram a saquear fazendas e libertar os escravos. Os rebeldes obtiveram algumas vitórias, mas as tropas do governo conseguiram sufocar o movimento em 1841.
  • O Segundo Reinado

    Teve início em 23 de julho de 1840, com a mudança na Constituição que declarou Pedro de Alcântara maior de idade com 14 anos e, portanto, apto para assumir o governo. O 2º Reinado terminou em 15 de novembro de 1889, com a Proclamação da República. O governo de D. Pedro II, que durou 49 anos, foi marcado por muitas mudanças sociais, política e econômicas no Brasil.
  • Revolução Praieira

    Foi um movimento de caráter liberal e federalista que eclodiu na província de Pernambuco, no Brasil, entre 1848 e 1850. A última das revoltas provinciais está ligada às lutas político-partidárias que marcaram o Período Regencial e o início do Segundo
    Reinado. Sua derrota representou uma demonstração de força do reinado de D. Pedro II. Com o fim da Praieira, no início de 1850, iniciou-se outra parte do Segundo Reinado, um período de tranquilidade política.
  • Guerra contra Oribe e Rosas

    Aconteceu entre 1851 e 1852 na região do rio do Prata. Juan Manuel de Rosas, governador de Buenos Aires, queria recriar o antigo Vice-Reinado do Prata, que abrangia territórios do Uruguai, Paraguai e Bolívia e garantir assim que a Argentina se tornasse a principal potência da América do Sul. O Império brasileiro se opunha frontalmente à anexação. O Exército de Buenos Aires foi derrotado pelas tropas brasileiras e de seus aliados platinos em fevereiro de 1852.
  • Guerra do Paraguai

    Foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. Foi travada entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, composta pelo Brasil, Argentina e Uruguai. A guerra estendeu-se de dezembro de 1864 a março de 1870. É também chamada Guerra da Tríplice Aliança (Guerra de la Triple Alianza), na Argentina e no Uruguai, e de Guerra Grande, no Paraguai.
  • Proclamação da República

    A Proclamação da República Brasileira foi um golpe de estado político-militar, ocorrido em 15 de novembro de 1889, que instaurou a forma republicana presidencialista de governo no Brasil, encerrando a monarquia constitucional parlamentarista do Império e, por conseguinte, destituindo e deportando o então chefe de estado, imperador D. Pedro II.
  • A Primeira República

    A Primeira República Brasileira, também conhecida como República Velha foi o período da história do Brasil que se estendeu da proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, até a Revolução de 1930 que depôs o 13º e último presidente da República Velha Washington Luís. Nesse período o Brasil foi nomeado de Estados Unidos do Brasil, o mesmo nome da constituição de 1891, também promulgada nesse período.
  • Primeira Guerra Mundial

    A disputa imperialista e algumas questões nacionalistas foram responsáveis pela Primeira Guerra Mundial, um confronto de grandes proporções que envolveu muitos países, canalizou durante quatro anos grande parte dos recursos mundiais para a produção bélica e, principalmente, causou a morte de milhões de pessoas.
  • Crise de 1929

    Com a retração do consumo de produtos importados da Europa, as indústrias norte-americanas – que haviam aumentado significativamente a produção – não tinham mais para quem vender seus artigos. A crise de 1929, foi, portanto, uma crise de superprodução: havia mais mercadorias do que consumidores; consequentemente, os preços caíram. No Brasil, a queda do preço internacional do café piorou a situação econômica do país e a situação política da elite cafeeira que ocupava a presidência.
  • Revolução de 1930

    Foi o movimento armado, liderado pelos estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, que culminou com o golpe de Estado, o Golpe de 1930, que depôs o presidente da república Washington Luís em 24 de outubro de 1930, impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes e pôs fim à República Velha.
  • Estado Novo

    No Brasil, após a Revolução de 1930, foi instaurado um regime político brasileiro por Getúlio Vargas em 10 de novembro de 1937, que vigorou até 31 de janeiro de 1946. Era caracterizado pela centralização do poder, nacionalismo, anticomunismo e por seu autoritarismo. É parte do período da história do Brasil conhecido como Era Vargas.
  • Segunda Guerra Mundial

    No período entreguerras, a tese da necessidade de garantir o espaço vital, que fazia parte do ideário nazista, apontava a expansão territorial como a saída para a crise econômica. A eclosão da guerra levou à formação de dois blocos adversários, o Eixo (Alemanha, Itália e Japão e nações “menores” como Bulgária, Romênia e Hungria) e os Aliados (Inglaterra, França e posteriormente a URSS, os EUA, o Brasil, entre outros).