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Pelos bons serviços prestados, D. Afonso VI, rei de Leão e Castela, concedeu aos dois cavaleiros, a honra de casar com as suas filhas.
D. Raimundo casou com D. Urraca, doando-lhe o condado da Galiza.
D. Henrique casou com D. Teresa, em 1096, e foi-lhe oferecido o Condado Portucalense. Podia administrar, defender e aumentar o seu território.
Porém, acabou por morrer, não conseguindo cumprir com o desejo de alargar o seu condado, tarefa essa que só viria a ser concretizada pelo seu filho. -
Após a morte de D. Henrique, em 1112, fica D. Teresa, a governar o condado Portucalense, já que o seu filho D. Afonso Henriques não tinha, ainda, quatro anos. -
D. Teresa era muito próxima da nobreza Galega. Tal facto , ameaçava o condado Portucalense. D. Afonso Henriques era apoiado pela nobreza do condado, revoltando-se, assim, contra a sua própria mãe. Comandando as tropas do seu condado, saiu vitorioso da contenda com sua mãe, D. Teresa, Fernão Peres e os galegos, na batalha de São Mamede, em Guimarães. Este episódio foi deveras decisivo para a nossa história, enquanto nação, considerando-se, até, Guimarães, o berço de Portugal. -
O futuro rei tinha dois deveres prioritários:
Obter a independência do condado e expandir o território.
Para isso, lutou contra o seu primo D. Afonso VII, rei de Leão e Castela. Os portugueses saíram vencedores, tendo sido, então, redigido um tratado, em que, de uma forma pacífica, ficou estabelecido que o Rei D. Afonso VII reconhecia a independência de Portugal, atribuindo a D. Afonso Henriques o titulo de rei, e em contrapartida, este declarava-se seu vassalo . -
Também era necessário que o Papa reconhecesse essa independência. Como chefe máximo da igreja cristã o Papa tinha um grande poder sobre os reis europeus que lhe deviam obediência e fidelidade.
Esse reconhecimento chegou em 1179 com a Bula Manifestis Probatum atribuída pelo Papa Alexandre III.
Para provar que era um bom cristão D. Afonso Henriques teve de fazer várias doações de terras, dar um tributo anual de ouro ao Papa e empenhar-se na reconquista do território aos Muçulmanos. -
D. Afonso Henriques, ao mesmo tempo, que desejava conseguir o reconhecimento da independência do reino de Portugal desejava, também, aumentar o território do reino.
A definição das fronteiras de Portugal foi feita com muitos avanços e recuos e ao longo de vários reinados.
Foi só no reinado de D. Afonso III, em 1249, que a região algarvia foi definitivamente integrada na soberania portuguesa e que ficaram definidas as fronteiras de naturais de Portugal. -
Tratou-se de um acordo de definição de fronteiras entre o rei de Portugal, D. Dinis e o rei de Castela, Fernando IV para evitar que pequenas disputas territoriais pudessem arrastar os dois países para uma guerra de dimensões superiores. Foi um acordo de cedência mútua de posições fronteiriças e de reconhecimento de uma linha de separação dos territórios dos dois países.
Estipulava que certas localidades passavam definitivamente para domínio castelhano e outras para domínio português.
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