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3° e 4° semana do desenvolvimento embrionário

  • 3° semana: Gastrulação: formação das camadas germinativas

    3° semana: Gastrulação: formação das camadas germinativas
    • Processo pelo qual as três camadas germinativas são estabelecidos nos embriões
    • O disco embrionário bilaminar transforma-se em disco embrionário trilaminar
    • Este é o início da morfogênese;
  • Gastrulação: formação das camadas germinativas II

    Gastrulação: formação das camadas germinativas  II
    • Ectoderma embrionário: epiderme, sistemas nervosos e a muitos tecidos conjuntivos;
    • Endoderma embrionário: revestimentos epiteliais dos sistemas respiratório e digestório, incluindo as glândulas que se abrem no trato digestório;
    • Mesoderma embrionário: músculos esqueléticos, às células sanguíneas, ao revestimento dos vasos sanguíneos, aos órgãos dos sistemas genitais e excretor e à maior parte do sistema cardiovascular.
  • Linha primitiva

    Linha primitiva
    • O primeiro sinal da gastrulação;
    • Resulta da proliferação e do movimento das células do epiblasto para o plano mediano do disco embrionário;
    • Possível identificar o eixo craniocaudal, as extremidades cranial e caudal, as superfícies dorsal e ventral do embrião;
    • Extremidade cranial prolifera para formar o nó primitivo
  • Linha primitiva II - Fosseta primitiva

    Linha primitiva II - Fosseta primitiva
    • O sulco primitivo e a fosseta primitiva resultam da invaginação das células epiblásticas;
    • As células migram de sua superfície profunda para formar o mesênquima, um tecido conjuntivo embrionário formado por pequenas células fusiformes;
    • Mesênquima forma os tecidos de sustentação do embrião;
    • Uma parte do mesênquima forma o mesoblasto, que forma o mesoderma intraembrionário.
  • Destino da linha primitiva

    Destino da linha primitiva
    • Linha primitiva forma ativamente o mesoderma pelo ingresso de células até o início da quarta semana;
    • Ela diminui em tamanho relativo e torna-se uma estrutura insignificante na região sacrococcígea do embrião;
    • Esta sofre mudanças degenerativas e desaparece no final da quarta semana.
  • Processo notocordal e notocorda

    Processo notocordal e notocorda
    A notocorda tem como funções definir o eixo do embrião, serve de base para a formação do esqueleto axial e é o futuro local dos corpos das vértebras.
    O seu desenvolvimento tem início com a formação do processo notocordal que tem origem na invaginação e migração de células diferenciadas do nó e da fosseta primitiva, formando um lúmen denominado canal notocordal que aumenta de tamanho em direção à placa pré-cordal.
  • Processo notocordal e notocorda II

    Processo notocordal e notocorda II
    O processo notocordal cresce cranialmente entre o ectoderma e o endoderma até alcançarem as margens do disco embrionário e a placa pré-cordal. O assoalho do processo notocordal se funde com o endoderma embrionário subjacente.
  • Processo notocordal e notocorda III

    Processo notocordal e notocorda III
    Essas camadas fundidas sofrem uma degeneração gradual por apoptose, colocando o canal notocordal em contato com a vesícula umbilical. Desta forma, no local da fosseta primitiva, forma-se o canal neuroentérico, que comunica temporariamente a cavidade amniótica e a vesícula umbilical
  • Processo notocordal e notocorda IV

    Processo notocordal e notocorda IV
    A parte do processo notocordal que não sofreu apoptose forma a placa notocordal, que irá se dobrar, aproximando as suas extremidades, fusionando-as, e formando então a notocorda. Este processo se dá da extremidade cefálica (placa pré-cordal) em direção à extremidade caudal (nó primitivo).
  • Processo notocordal e notocordal V

    Processo notocordal e notocordal V
    A notocorda se desprende do endoderma da vesícula umbilical, que mais uma vez se torna contínuo. Quando o desenvolvimento da notocorda está completo, temos o fechamento do canal neuroentérico.
  • Alantóide II

    Alantóide II
    O mesoderma do alantoide se expande para baixo do córion e forma os vasos sanguíneos que servirão à placenta. Os vasos sanguíneos do alantoide tornam-se as artérias umbilicais.
  • Alantóide

    Alantóide
    Aparece no 16º dia como uma evaginação da parede caudal da vesícula umbilical que se estende para o pedículo de conexão.
  • Neurulação: Formação do tubo neural

    Neurulação: Formação do tubo neural
    A neurulação é a etapa em que ocorre a formação do tubo nervoso, estrutura que dará origem ao sistema nervoso. O desenvolvimento embrionário é um processo que envolve várias fases. Após a formação da mórula, da blástula e da gástrula, inicia-se a etapa em que se forma a nêurula. Nessa fase ocorre a formação do tubo nervoso, estrutura de fundamental importância no desenvolvimento embrionário.
  • Neurulação: Formação do tubo neural II

    Neurulação: Formação do tubo neural II
    A crista neural é formada a partir das células neuroectodérmicas e se divide em duas partes que originam os gânglios espinhais e cranianos. As células da crista neural originam os gânglios espinhais e os gânglios do sistema nervoso autônomo, além de formar a bainha de nervos e meninges do cérebro.
  • Neurulação: formação do tubo neural III

    Neurulação: formação do tubo neural III
    18 º dia: placa neural se invagina ao longo de seu eixo central e forma um sulco neural mediano, as pregas se tornam proeminentes na extremidade cefálica do embrião e constituem os primeiros sinais de desenvolvimento do encéfalo.
    Pregas já se aproximam e se fundem, convertendo a placa em tubo.
    neural, primórdio do SNC.
    Células da crista neural, de epiteliais se tornam mesenquimais e se afastam à medida que as pregas se encontram;
    Ectoderma da superfície se diferencia em epiderme.
  • Desenvolvimento dos somitos II

    Desenvolvimento dos somitos II
    • Os blocos de somitos estão localizados dos dois lados do tubo neural em desenvolvimento.
    • Cerca de 38 pares → (entre 20 a 30 dias) período somítico do desenvolvimento humano.
    • Dão origem a maior parte do esqueleto axial e à musculatura associada
    • Originam à derme da pele adjacente.
    • Envolve a expressão dos genes da via de sinalização Notch → genes HOX e outros fatores de sinalização.
  • Desenvolvimento do celoma intraembrionário

    Desenvolvimento do celoma intraembrionário
    • Celoma intraembrionário → cavidade do corpo do embrião.
    • Espaços celômicos isolados começam a surgir no mesoderma intraembrionário lateral e no mesoderma cardiogênico (coração em formação).
    • Espaços se juntam → formam o celoma intraembrionário → única cavidade em formado de ferradura.
  • Desenvolvimento do celoma intraembrionário II

    Desenvolvimento do celoma intraembrionário II
    • O celoma divide o mesoderma lateral em duas camadas:
     PARIETAL OU SOMÁTICA: contínua ao mesoderma extraembrionário, que cobre o âmnio.
     VISCERAL OU ESPLÂNCNICA: contínua ao mesoderma extraembrionário que cobre o saco vitelínico.
    • Somatopleura = mesoderma somático + ectoderma → formam a parede do corpo do embrião.
    • Esplancnopleura = mesoderma esplâncnico + endoderma → formam o intestino embrionário.
  • Desenvolvimento inicial do sistema cardiovascular

    Desenvolvimento inicial do sistema cardiovascular
    Os vasos sanguíneos embrionários aparecem primeiro na parede da vesícula umbilical, do alantoide e do córion. Eles se desenvolvem no interior do embrião logo em seguida.
    A formação inicial do sistema cardiovascular está relacionada com a necessidade crescente por vasos sanguíneos para trazer oxigênio e nutrientes para o embrião a partir da circulação materna através da placenta. Durante a terceira semana, se desenvolve uma circulação uteroplacentária primordial.
  • Desenvolvimento dos somitos

    Desenvolvimento dos somitos
    • Mesoderma intermediário→ estreita em uma camada de mesoderma lateral.
    • Mesoderma lateral é contínuo com o mesoderma extraembrionário que reveste a vesícula umbilical e o âmnio.
    • Células do nó primitivo → formam mesoderma paraxial → se diferencia, se condensa → começa a se dividir em corpos cuboides pareados → somitos sequência craniocaudal.
  • Desenvolvimento inicial do sistema cardiovascular II

    Desenvolvimento inicial do sistema cardiovascular II
     Sistema Cardiovascular Primitivo
    O coração primitivo é representado pelos tubos cardíacos endocárdicos pareados. Até o final da terceira semana, os tubos cardíacos se fundiram, formando um coração tubular, que está unido aos vasos sanguíneos do embrião, da vesícula umbilical, do córion e do pedículo de conexão, formando um sistema cardiovascular primitivo.
    Ao final da terceira semana, o sangue está circulando e o coração começa a bater no 21° ou 22° dia.
  • Desenvolvimento das vilosidades coriônicas

    Desenvolvimento das vilosidades coriônicas
    Após o aparecimento das vilosidades coriônicas primárias, ao final da segunda semana, elas começam a se ramificar.
    Ramificações das vilosidades coriônicas primárias → mesênquima cresce para dentro das vilosidades → formando um eixo central de tecido mesenquimal→ vilosidades coriônicas secundárias.
    Células mesenquimais das vilosidades diferenciam-se em capilares e células sanguíneas → fundem- se redes de capilares → denominadas vilosidades coriônicas terciárias.
  • Desenvolvimento das vilosidades coriônicas II

    Desenvolvimento das vilosidades coriônicas II
    Extensões citotroflobásticas dessas vilosidades-tronco se unem para formar a capa citotrofoblástica, a qual ancora o saco coriônico ao endométrio;
    Presença do espaço interviloso: Espaço cheio de sangue, onde permite a troca de nutrientes entre a circulação materna e fetal, devido o sangue materno estar em contato com o sangue fetal que está circulando dentro das vilosidades.
  • 4° semana: Dobramento do embrião

    4° semana: Dobramento do embrião
    Disco trilaminar plano → dobramento → embrião cilíndrico → estabelecimento da forma do corpo

    O dobramento ocorre nos planos medianos e horizontal e resulta no crescimento rápido do embrião
    A velocidade do crescimento lateral não acompanha o ritmo do crescimento do comprimento do embrião
    O dobramento das extremidades cranial e caudal e o dobramento lateral ocorrem ao mesmo tempo
    Ao mesmo tempo, há uma compressão, estrangulamento, relativa na junção do embrião com a vesícula umbilical.
  • Dobramento no plano mediano

    Dobramento no plano mediano
    • O dobramento das extremidades produz as pregas cefálica e caudal, que resultam em uma movimentação das regiões cranial e caudal ventralmente (em direção ao abdômen)
    • O dobramento acontece enquanto o embrião se alonga cranial e caudalmente
    • É como se embrião estivesse dando uma cambalhota
  • Prega cefálica

    Prega cefálica
    Início da 4ª semana → as pregas neurais na região cranial formam o primórdio do encéfalo
  • Prega cefálica II

    Prega cefálica II
    • Inicialmente, encéfalo em desenvolvimento → dorsalmente para a cavidade amniótica
    • Posteriormente, o prosencéfalo em desenvolvimento → cresce cranialmente, além da membrana bucofaríngea e coloca-se sobre o coração em desenvolvimento → migrou mais ventralmente (em direção ao abdômen)
  • Prega cefálica III

    Prega cefálica III
    • Ao mesmo tempo → septo transverso (lâmina espessa de tecido mesodérmico que vai originar o diafragma) + coração primitivo + celoma pericárdio + membrana bucofaríngea → se deslocam para a superfície ventral do embrião
    • Durante o dobramento → parte do endoderma do saco vitelínico (vesícula umbilical) → incorporado como intestino anterior (primórdio da faringe, esôfago e sistema respiratório inferior)
  • Prega cefálica IV

    Prega cefálica IV
    • O pedículo de conexão também está migrando para a parte ventral → é lógico pois ele vai originar o cordão umbilical junto com o saco vitelínico
      • O saco vitelínico está sofrendo um estrangulamento
    • O intestino anterior está localizado entre o prosencéfalo e o coração primitivo
    • A membrana bucofaríngea separa o intestino anterior do estomodeu → boca primitiva
  • Prega cefálica V

    Prega cefálica V
    • Após o dobramento da cabeça → septo transverso (futuro diafragma) → caudal ao coração → se desenvolve posteriormente → desenvolve-se no tendão central do diafragma (separação entre a cavidade abdominal e torácica)
    • A prega cefálica → afeta o arranjo do celoma embrionário (cavidade corporal)
    • Antes do dobramento → celoma era uma cavidade achatada e em formato de ferradura
      • Depois do dobramento → celoma pericárdio → ventral (embaixo) ao coração → cranial (na frente) ao septo transverso
  • Prega cefálica VI

    Prega cefálica VI
    • Nesse estágio, o celoma intraembrionário → se comunica em ambos os lados → com o celoma extraembrionário
  • Prega caudal

    Prega caudal
    • Dobramento da extremidade caudal → crescimento da parte distal (mais afastada) do tubo neural → primórdio da medula espinhal
  • Prega caudal II

    Prega caudal II
    • À medida em que o embrião cresce → eminência caudal (região da cauda) → se projeta sobre a membrana cloacal → futuro ânus (imagem acima)
    • Parte do endoderma → incorporado ao embrião como intestino posterior → originará o cólon e reto
  • Prega caudal III

    Prega caudal III
    • Parte terminal do intestino posterior → se dilata levemente → forma a cloaca (bexiga urinária e o reto primários)
    • Antes do dobramento → linha primitiva situa-se cranial (na frente) à membrana cloacal
    • Após o dobramento → linha primitiva na região caudal (atrás) à membrana clocal
    • O pedículo de conexão (primórdio do cordão umbilical) → agora está ligado a superfície ventral
    • O alantóide → parcialmente incorporado do embrião
  • Dobramento do embrião no plano horizontal

    Dobramento do embrião no plano horizontal
    O dobramento das laterais do embrião vai produzir as pregas direita e esquerda, sendo resultado do rápido crescimento da medula espinhal e dos somitos.
    • O primórdio da parede abdominal ventrolateral dobra-se em direção ao plano mediano, deslocando as bordas do disco embrionário ventralmente e formando um embrião grosseiramente cilíndrico.
    • Com a formação da parede abdominal → parte do endoderma → incorpora ao embrião como intestino médio, primórdio do intestino delgado.
  • Dobramento do embrião no plano horizontal II

    Dobramento do embrião no plano horizontal II
    • Início: ampla comunicação entre o intestino médio e a vesícula umbilical > dobramento lateral > comunicação reduzida, forma o ducto onfaloentérico.
    • Com o cordão umbilical formado a partir do pedículo de conexão, a fusão ventral das pregas laterais reduz a região de comunicação entre as cavidades celomáticas intraembrionária e extraembrionária a uma comunicação estreita.
    • O âmnio forma o revestimento epitelial do cordão umbilical
  • Dobramento do embrião no plano horizontal III

    Dobramento do embrião no plano horizontal III
    O embrião possui uma aparência nitidamente humana e possui alguns somitos (vertebras, costelas). O tubo neural é formado em frente aos somitos, mas é amplamente aberto nos neuroporos rostral e caudal.
  • 24 dias

    24 dias
    • Os primeiros arcos faríngeos - O primeiro arco faríngeo (arco mandibular) está nítido; a maior parte do primeiro arco origina a mandíbula e a extensão rostral do arco.
    • O embrião está agora levemente curvado em função das pregas cefálica e caudal.
    • O coração forma uma grande proeminência cardíaca ventral e bombeia sangue.
    • O neuroporo rostral está fechando.
  • 26 dias a 28 dias

    26 dias a 28 dias
    • Três pares de arcos faríngeos são visíveis; neuroporo rostral está fechado.
    • O prosencéfalo produz uma elevação proeminente na cabeça e o dobramento do embrião lhe causa uma curvatura em forma de C.
    • Os brotos dos membros superiores são reconhecíveis no dia 26 ou 27 como uma pequena dilatação na parede ventrolateral do corpo.
    • As fossetas óticas (primórdio das orelhas internas) também estão visíveis.
  • 26 dias a 28 dias II

    26 dias a 28 dias II
    • Espessamentos ectodérmicos (placoides do cristalino), que indicam o primórdio dos futuros cristalinos dos olhos estão visíveis nas laterais da cabeça.
    • O quarto par de arcos faríngeos e os brotos dos membros inferiores estão visíveis ao final da quarta semana.
    • Uma longa eminência caudal, como uma cauda, é também uma característica típica.
    • Rudimentos de muitos sistemas de órgãos, especialmente o sistema cardiovascular, são estabelecidos.
  • 26 dias a 28 dias III

    26 dias a 28 dias III
    • Ao final da quarta semana, o neuroporo caudal está normalmente fechado.
    OBS: A exposição dos embriões a teratógenos durante esse período pode causar grandes anomalias congênitas, principalmente porque os tecidos e órgãos estão rapidamente se diferenciando