-
As comidas enlatadas são uma das invenções de guerra que vieram para ficar. Elas surgiram em 1795, devido às preocupações do imperador francês Napoleão Bonaparte com a qualidade da alimentação de suas tropas. Na época, Napoleão ofereceu um prêmio de 12 mil francos para qualquer pessoa que criasse uma maneira confiável de conservar alimentos com segurança. Então, Nicolas Appert, um jovem de 15 anos, desenvolveu o método de aquecimento, fervura e selagem da comida em frascos de vidro fechados.
-
A máquina de raio-x portátil foi um dos grandes achados durante a Primeira Guerra Mundial. Embora a tecnologia existisse desde 1895, a possibilidade de transportar um equipamento tão sofisticado só surgiu depois de muito aperfeiçoamento. Na época, o raio-x portátil era carregado em caminhões da Cruz Vermelha, para fazer o atendimento imediato dos soldados nos campos de batalha.
-
Os absorventes íntimos são uma das invenções de guerra mais geniais da história. Eles foram desenvolvidos para os curativos dos soldados nos campos de batalha, já que se tratavam de uma solução, prática, barata e higiênica. Mas, por volta de 1920, as pessoas começaram a perceber o grande potencial que esses curativos tinham para o universo feminino e, então, eles passaram a ser vendidos como absorventes higiênicos descartáveis.
-
Uma das maiores descobertas da humanidade, na medicina, com certeza, foi a penicilina, que deu origem aos antibióticos e passou a salvar a vida de centenas de pessoas. E, embora tenha sido descoberta em 1928 pelo cientista escocês Sir Alexander Fleming, foi durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, que os médicos descobriram o potencial da penicilina para tratar as feridas dos soldados. Foi a partir daí que foram realizados experimentos para descobrir os limites e vantagens dos antibióticos.
-
Os incríveis chocolatinhos confeitados surgiram na década de 30, durante a Guerra Civil Espanhola. Na época, o empresário americano Forrest Mars criou os confeitos para impedir que o chocolate derretesse e os soldados pudessem consumi-lo nos campos de batalha para repor as energias.
Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, os M&Ms voltaram a fazer sucesso entre os soldados e foram inclusos na ração diária dos homem no campo de guerra. -
Os primeiros projetos de helicópteros remontam à Idade Média, mas foi somente em 1936 que eles ganharam vida, com a introdução do Focke-Wulf Fw 61, da Alemanha, o primeiro operacional da História, e em 1940, durante a Segunda Guerra, com o Flettner Fl 282, o primeiro produzido em série. Como a tecnologia ainda estava em desenvolvimento, eles eram usados para fins de observação, transporte e evacuação médica.
-
A fita adesiva foi criada em 1943 por uma mulher chamada Vesta Stoudt, que trabalhava em uma fábrica durante a Segunda Guerra Mundial. Ela percebeu o quanto as caixas de munições eram trabalhosas para serem abertas devido à vedação e o quanto isso poderia colocar os soldados em risco, nos campos de batalha. Por isso, Stoudt criou a fita adesiva,que vedava as caixas ao mesmo tempo que se soltavam com mais facilidade, quando necessário.
-
Durante a guerra, o Eixo possuía uma carta na manga: era a máquina Enigma, usada para criptografar mensagens secretas. Essa tecnologia fez com que os britânicos criassem o Colossus, o primeiro computador eletrônico, em 1943. Do outro lado do Atlântico, os EUA desenvolveriam o Harvard Mark I, para o projeto Manhattan, que era eletromecânico, e o interesse levaria o Exército a patrocinar o Eniac, o primeiro computador moderno, que saiu após a guerra, em 1946.
-
Durante o início da Guerra Fria, em 1945, o engenheiro americano Percy Spencer trabalhava com a tecnologia de radares, mais precisamente na construção de peças capazes de gerar ondas eletromagnéticas (magnetrons). Durante as muitas horas dedicadas ao serviço, Spencer percebeu que uma barra de chocolates em seu bolso havia derretido.Não demorou muito para que engenheiro chegasse à conclusão de que o doce havia sido aquecido pelas micro-ondas.
-
Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos buscavam um meio de comunicação e de armazenamento de dados que fosse descentralizado, isto é, que continuasse funcionando mesmo que parte dele tivesse sido bombardeada. Assim, a ARPA, agência militar especialmente desenvolvida para a criação desse projeto, financiou estudos e pesquisas acadêmicas que pudesse levar à criação da ARPANET, como era chamada a nossa querida internet naquela época, que era disponível, inicialmente, apenas para os militares.