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As primeiras experiências surgiram no século XIX, apresentando uma concentração maior na Europa, com o oferecimento de cursos por correspondência na Suécia, Reino Unido e Espanha.
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O desenvolvimento da EAD no Brasil, tem seu início no século XX, em decorrência do iminente processo de industrialização cuja trajetória gerou uma demanda por políticas educacionais que formassem o trabalhador para a ocupação industrial.
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Na primeira década do século XX, mais exatamente em 1904, com a chegada ao Rio de Janeiro de uma instituição de origem norte-americana que oferecia cursos de idiomas por correspondência
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As políticas públicas viram na Educação a Distância uma forma de atingir uma grande massa de analfabetos sem permitir que houvesse grandes reflexões sobre questões sociais.
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Com o estabelecimento do Estado Novo, a educação passou a ter o papel de “adestrar” o profissional para o exercício de trabalhos essenciais à modernização administrativa.
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Surge o Instituto Rádio-Técnico Monitor
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Pioneira da modalidade à distância no país, de modo sistematizado, através do ensino por correspondência.
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Possibilitou o desenvolvimento de idéias relacionadas ao uso deste novo meio de comunicação na educação
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Por meio das Fundações Padre Anchieta, em São Paulo, e a Educacional Pe. Landel de Moura
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Na Inglaterra, é autorizada a abertura da British Open University, considerada como um importante acontecimento dentro da evolução da EAD por trazer inovações nos instrumentos de comunicação entre professores e alunos, assim como na recepção e envio dos materiais educativos, sendo pioneira nesta modalidade de ensino superior a distância.
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Se destaca no inicio da década de setenta, com o objetivo de alfabetizar adultos através do Rádio, tendo sido implantada com o Programa Nacional de Tele-educação (Prontel) na gestão de Jarbas Passarinho como Ministro da Educação
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Implantação da educação a distância oficial no Brasil
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Artigo 26, específico para o ensino supletivo a distância.
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Surgiu com ideias atrativas para estudantes de graduação e pós-graduação do mundo inteiro, com grande parcela de alunos latino-americanos.
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Universidade Aberta da Venezuela e a Universidade Estatal a Distância da Costa Rica, criadas em 1977, adotaram o modelo da British Open University de produção e implementação.
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No âmbito legal, a educação a distância no Brasil foi proposta como modalidade de ensino pela Lei n.º 9.394/96. Mas, anterior a esta lei, a educação a distância já se apresentavano planejamento de políticas públicas, quando da elaboração do Plano Decenal de Educação para Todos (1993 – 2003)
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Plano requer grande mobilidade de meios de atendimento e constantes ajustamentos às disponibilidades de tempo e possibilidades dos educandos. Diante disso, a alternância entre atendimento presencial — em tempo e locais determinados, especialmente nos de trabalho ou próximo a ele — e atendimento a distância deveria ser largamente adotada, com utilização intensa de programas de teleducação. Aqui reafirma-se a utilização de EaD
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Como plano executivo, como conjunto de mais de 40 programas que visam dar consequência às metas quantitativas estabelecidas. Apresenta como sua razão de
ser a necessidade de enfrentar estruturalmente a desigualdade de oportunidades educacionais, considerando uma visão sistêmica da educação e sua relação com a ordenação territorial e o desenvolvimento econômico e social. -
EaD está presente nos programas: Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo), Escola Técnica Aberta do Brasil (e-Tec), Sistema Nacional de Formação de Professores: nova CAPES e UAB; Pró-Funcionário e Pró-Letramento. Nota-se, portanto, ainda a ênfase da educação a distância em programas voltados ao aperfeiçoamento e formação de professores.
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Com vigência para 2011 - 2020, a Conferência Nacional de Educação – CONAE 2010 discutiu o tema: “Construindo o Sistema Nacional de Educação: O Plano Nacional de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação”
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A educação a distância é enfatizada no Eixo IV – Formação e Valorização dos/das Profissionais da Educação, o que representa, inicialmente, a continuidade da utilização da EaD em processos formativos. Assim, o documento indica a superação de cursos de graduação (formação inicial) a distância. Em um longo trecho, aquele Eixo trata a EaD inserida na construção de uma política nacional de formação e valorização de profissionais da educação. Neste trecho, destaca-se a definição da presença da EaD.