Linha do tempo da historia da epidemiologia

  • Origem do denominado pensamento epidemiológico

    Hipócrates a quem é reconhecida a paternidade da Medicina, é
    igualmente considerado o autor dos fundamentos que estão na origem do denominado pensamento epidemiológico. Nos seus escritos tentou descrever a doença dando-lhe uma perspectiva racional, em vez de se fundamentar em argumentos sobrenaturais. Fez observações acerca da propagação das doenças e ainda sobre a forma como estas afetavam populações.
  • John Graunt foi o primeiro a estimar o número de habitantes, a estrutura etária e a taxa de crescimento da população na cidade de Londres

    No Século XVII o comerciante de roupas e membro fundador da sociedade real de Londres. John Graunt (1620-1674) resumiu o padrão de mortalidade nessa cidade, no século XVII. No seu livro Natural and Political Observations, relatou mortes por causas
    aparentes que foram usadas para providenciar um sistema de monitorização para as pragas e as pestes, tornando-se no primeiro epidemiologista a realizar estatísticas demográficas.
  • Em meados do século XVIII, James Lind (1716-1794), um cirurgião naval escocês, observou o efeito do tempo, do local, do clima e da dieta na propagação das doenças

    Ele conduziu um dos mais interessantes estudos no tratamento do escorbuto, doença comum e causa de morte na época. No seu Treatise on scurvy (1754), Lind identificou os sintomas e um dado importante: o facto de a doença ser comum em marinheiros durante as suas longas viagens. Devido às suas observações, descartou a
    ideia prevalente de que o escorbuto era uma doença hereditária ou infecciosa e propôs como causa principal a dieta.
  • Revolução Industrial

    Para se entenderem os fundamentos da epidemiologia e da demografia modernas, é necessário observar a Inglaterra no período da Revolução Industrial.
  • William Farr defendeu a ideia de que algumas doenças, principalmente as crónicas, teriam uma etiologia multifatorial

    Considerado um dos fundadores da epidemiologia moderna, descreveu o estado de saúde das populações, procurou estabelecer determinantes da saúde pública e aplicou o conhecimento adquirido na prevenção e no controlo de doenças. Uma das suas contribuições mais importantes consistiu nos cálculos que combinavam, no numerador, o registo de dados de nascimentos, casamentos e mortes, e, no denominador, os dados dos censos sobre o tamanho da população. criando os denominados indicadores de saúde
  • ainda no século XIX, na Hungria, destacou-se o médico Ignaz Semmelweis

    Ainda no século XIX, na Hungria, destacou-se o médico Ignaz Semmelweis (1818-1865) pelo seu trabalho no domínio da prevenção da transmissão das doenças. O principal receio das mães grávidas era a febre puerperal, resultado de graves infeções
    uterinas originadas por estreptococos.
  • Transição da epidemiologia depois da segunda guerra mundial

    A era da epidemiologia das doenças infecciosas durou até à Segunda Guerra Mundial, acontecimento que marcou uma transição epidemiológica, surgindo um novo período denominado epidemiologia das doenças crónicas. Após a guerra, alteraram-se
    rapidamente os padrões de distribuição de determinadas doenças, designadamente as doenças cardiovasculares, o cancro do pulmão e a úlcera péptica, facto que originou a
    sua rotulação enquanto epidemias.
  • Na cidade de Londres dos anos 50, no século XIX, emergiu o trabalho de um médico local, John Snow (1813-1858)

    Reconhecido na época pelo facto de ter
    administrado clorofórmio para fins anestésicos à rainha Vitória, aquando do nascimento do seu filho. Reconhecido por muitos como pai da epidemiologia moderna, desconsiderou a hipótese
    de a propagação ocorrer por miasmas ou contacto pessoa a pessoa, justificando as suas convicções pela inexistência de sintomas pulmonares, mas sim gastrointestinais.
  • Na década de 60 do mesmo século, a medicina assistiu a uma grande evolução devido ao desenvolvimento do conhecimento a nível celular, molecular e bioquímico. No decorrer desta evolução, Louis Pasteur (1822-1895)

    Um químico francês, contribuiu
    grandemente para a teoria dos germes. Iniciando os seus trabalhos com o estudo da fermentação, rapidamente concluiu que os responsáveis por este processo eram microrganismos e que o calor era um agente capaz de provocar a sua morte, desenvolvendo um processo que ficou chamado de pasteurização
  • Seguindo o trabalho de Pasteur, Robert Koch (1843-1913) isolou e identificou o bacilo do antraz e foi o primeiro a fotografar e, dessa forma, comprovar a existência dos microrganismos causais da doença

    Koch descobriu ainda a bactéria da cólera, confirmando a teoria de Snow, a da tuberculose e da conjuntivite, contribuindo para o desenvolvimento de uma nova era. Surgia, assim, a era
    microbiológica e o reconhecimento dos microrganismos como causadores específicos e necessários para o desenvolvimento de algumas doenças.
  • Atualmente

    Na evolução da epidemiologia moderna, as abordagens têm sido ajustadas como consequência da partilha de conhecimentos com outras áreas. Assim, não é surpreendente que a epidemiologia seja, atualmente, utilizada numa larga diversidade de assuntos
    importantes da área da saúde pública, o aparecimento de novas estirpes de doenças infecciosas como a tuberculose, a evolução do vírus da imunodeficiência humana, a epidemiologia molecular na doença de Alzheimer, entre muitos outros

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