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A Moreninha é um romance do escritor brasileiro Joaquim Manuel de Macedo e um dos maiores clássicos da literatura brasileira. O romance inaugurou o romantismo no Brasil. Foi primeiramente publicado nos folhetins, ou seja, semanalmente era lançado um capítulo ao público. Com uma linguagem simples, e muitas vezes coloquial, o tema do amor idealizado e puro é central na trama.
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Contexto: Surge com a independência do Brasil; busca construir uma identidade nacional; heróis idealizados, natureza exuberante e amor. Dividido em três gerações Nacionalista/Indianista, Ultrarromântica e Condoreira.
Nacionalismo, sentimentalismo, exaltação da pátria, visão idealizada da mulher e do indígena. -
O Guarani é uma das obras mais destacadas do escritor José de Alencar. Esse romance de caráter indianista foi publicado durante a primeira fase do Romantismo no Brasil.
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Iracema é uma obra do escritor romântico cearense José de Alencar. Trata-se de um romance indianista, com presença de elementos indígenas, mitológicos e históricos.
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O livro Inocência de Visconde de Taunay é um romance construído a partir de impressões e lembranças da realidade natural e sócio-cultural do sertão mato-grossense. Além disso, analisa os valores comportamentais do sertanejo, fazendo com que esta obra, mesmo se tratando de uma história sentimental, apresente um “toque” naturalista, um realismo descritivo e um tom documental, fruto da experiência de Taunay como redator oficial do Diário do Exército.
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Senhora é uma das últimas obras escritas por José de Alencar. Ele explora a temática do casamento como forma de ascensão social, dando início a uma discussão sobre certos valores e comportamentos da sociedade carioca da segunda metade do século XIX.
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O Mulato é uma obra do escritor naturalista Aluísio de Azevedo. Inaugurou o movimento naturalista no Brasil. O nome do livro faz referência a seu protagonista, um mulato bastardo que nasceu numa fazendo no nordeste do país.
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Memórias Póstumas de Brás Cubas é uma obra do escritor brasileiro Machado de Assis. Ela inaugurou o movimento realista no Brasil.
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Contexto: Fim do Império e início da República; questionamento dos ideais românticos; maior preocupação científica e social. Características: Linguagem objetiva, crítica à sociedade, análise psicológica Realismo e determinismo social/biológico Naturalismo.
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O Cortiço é um romance do escritor brasileiro Aluísio de Azevedo. Faz parte do movimento naturalista do Brasil. A obra retrata a vida das pessoas simples em um cortiço (habitação coletiva) do Rio de Janeiro. Com um teor crítico, trata-se de uma exímia representação da realidade brasileira do século XIX.
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O romance A Normalista, de autoria de Adolfo Caminha. A obra, considerada uma das mais naturalistas da literatura brasileira, aborda assuntos como libido, traição, relações familiares, sexo, adultério e incesto. O escritor apresenta seus personagens de forma autêntica, sem cobri-los de qualquer tipo de louvor ou virtude moral.
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Dom Casmurro é uma das maiores obras do escritor realista brasileiro Machado de Assis.
Com 148 capítulos titulados, o romance é narrado pelo próprio Bento Santiago, conhecido como Bentinho. Ele é um homem por volta dos seus 60 anos e que está disposto a contar sua história de amor por sua vizinha: Capitu. -
Os Sertões é uma das obras mais emblemáticas do escritor pré-modernista Euclides da Cunha (1866-1909). A obra regionalista narra os acontecimentos da sangrenta Guerra de Canudos, liderada por Antônio Conselheiro (1830-1897), que ocorreu no Interior da Bahia, durante 1896 e 1897.
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Canaã é um livro de Graça Aranha. O romance-novela aborda a imigração alemã no estado do Espírito Santo, por intermédio do conflito entre dois personagens principais, Milkau e Lentz, que representam diferentes linhas filosóficas.[2] Temas como opressão feminina, imperialismo germânico, militarismo, corrupção dos administradores públicos, ostracismo, conflito de adaptação à nova terra são tratados nesse romance.[3]
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Contexto: O Pré-Modernismo marcou a transição entre o simbolismo e o modernismo, muitos autores não o consideram uma escola literária; início do século XX com problemas sociais e políticos; literatura mais crítica e regional. Características: Linguagem mais simples, denúncia das desigualdades sociais, regionalismo forte, personagens marginalizados.
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O Triste fim de Policarpo Quaresma é uma obra do escritor pré-modernista Lima Barreto (1881-1922). Trata-se de um dos maiores clássicos da literatura brasileira do período. Dividida em três partes, ela foi publicada em 1911 nos folhetins do Jornal do Commercio. A obra integral foi publicada em livro em 1915.
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Paulicéia Desvairada, obra de Mário de Andrade publicada no mesmo ano da Semana de Arte Moderna, foi um marco da literatura brasileira e traçou os alicerces da estética do Modernismo no país. A antologia de contos do escritor paulista foi a primeira obra realmente de vanguarda do movimento Modernista.
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A primeira geração modernista ou primeira fase do modernismo no Brasil é chamada de "fase heroica". A Semana de Arte Moderna foi o marco inicial da estética moderna no Brasil. Esse evento representou uma ruptura com os padrões artísticos tradicionais. No Brasil, o modernismo foi dividido em três fases, onde cada uma apresentava suas singularidades segundo o contexto histórico inserido.
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Memórias Sentimentais de João Miramar de Oswald de Andrade representa a primeira tentativa de construção do romance moderno no Brasil. Inserido no projeto modernista, busca desconstruir as bases da forma tradicional da narrativa de ficção
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Macunaíma é um dos romances modernistas mais importantes da literatura brasileira, escrito pelo poeta brasileiro Mário de Andrade. A história possui um caráter épico, e é considerada uma rapsódia ou seja, uma obra literária que absorve todas as tradições orais e folclóricas de um povo.
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O Quinze é o primeiro romance da escritora modernista Rachel de Queiroz. Obra regionalista e social apresenta como tema central a seca de 1915 que assolou o nordeste do país.
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A segunda geração modernista ou segunda fase do modernismo representa o segundo momento do movimento modernista no Brasil. Chamada de “Geração de 30”, essa fase foi marcada pela consolidação dos ideais modernistas, apresentados na Semana de 1922.
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Primeiro romance de de José Lins do Rego, Menino de engenho é narrativa cativante composta pelas aventuras e desventuras da meninice de Carlos. A trama revela a grandeza literária de seu autor, que compõe, com minúcia e de forma magistral, as alegrias, inquietações e angústias do menino diante de sensações e situações por ele vivenciadas pela primeira vez.
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A obra São Bernardo foi escrita por Graciliano Ramos, e é parte de um grupo de obras pertencentes ao chamado Ciclo da Seca.
O autor compõe uma trama que tem como plano de fundo a situação dramática do Nordeste brasileiro, afetado com as secas periódicas, sobretudo as das primeiras décadas do século XX. -
Capitães de Areia é uma obra do escritor baiano Jorge Amado. Trata-se de um romance moderno de denúncia social com o tema centrado na miséria dos meninos de rua. O nome do livro faz referência ao bando de meninos, os capitães de areia.
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Vidas Secas é a obra mais emblemática do escritor brasileiro moderno Graciliano Ramos (1892-1953). Trata-se de um romance documental inspirado nas experiências do autor. O local de desenvolvimento da estória é o sertão brasileiro nordestino, onde Graciliano Ramos retrata a vida de uma família de retirantes, traçando a figura do sertanejo. Ao mesmo tempo, ele explora os temas da miséria e da seca do Nordeste.