Armazenamento Digital

  • Cartão perfurado

    Cartão que possui as informações digitais
    representadas por perfurações em posições previamente definidas. Eram usados para processar e armazenar os dados durante o século XX. A primeira vez
    que foram utilizados foi por volta de 1725, aprimorado em 1801 e usado no campo da informática somente em 1832. A IBM desenvolveu esses cartões para que pudessem ser usados em computadores eletrônicos, com finalidade de processar dados.
  • Máquina Tabuladora

    Herman Hollerith introduziu o conceito de utilizar cartões perfurados e baseou-se nos princípios da lógica de Boole para aprimorar sua invenção, que ficou conhecida como a máquina tabuladora. A máquina consistia em um leitor de cartões, um contador, um classificador e um tabulador. Nas máquinas de tabulação, um pino percorria os furos dos cartões até alcançar uma jarra de mercúrio, estabelecendo um circuito elétrico e resultando em um incremento de 1 em um contador mecânico.
  • Tubo de William

    A primeira variante da memória RAM, responsável por armazenar temporariamente todas as informações necessárias para o funcionamento imediato ou em um futuro próximo do computador, tinha uma configuração diferente da que conhecemos nos dias de hoje. Era construída utilizando tubos de raios catódicos.
  • Memória do núcleo magnético

    No ano em que o Tubo de Williams foi inventado, também surgiu a memória de núcleo magnético, a qual era composta por múltiplos anéis de ferrita interligados por um fio na posição horizontal e outro na vertical, além de um terceiro fio que desempenhava a função de sensor inibidor.
  • Memória de Tambor

    A memória de tambor representava um dispositivo magnético de armazenamento de dados, cuja concepção foi introduzida por Gustav Tauschek em 1932, na Áustria. Durante as décadas de 1950 e 1960, esse componente foi amplamente empregado como a principal forma de memória em computadores. Nos estágios iniciais da computação, os tambores magnéticos constituíram a memória de trabalho central e essencial para o funcionamento dos computadores.
  • Mask-ROM

    A Mask ROM é uma categoria específica de ROM, na qual os dados eram permanentemente gravados no chip utilizando uma máscara fotográfica que indicava precisamente quais bits deveriam ser representados. Devido a esse processo, essa memória podia ser programada apenas uma vez, tornando-a imutável após a programação inicial. Nela estão contidas as funções fundamentais necessárias para inicializar um computador, as quais raramente são alteradas durante a vida útil do sistema.
  • Uniservo

    A unidade de fita UNISERVO foi o principal dispositivo de entrada e saída de dados no computador UNIVAC l. Ela se destacou notavelmente por ser a primeira unidade de fita empregada em um computador comercialmente comercializado.
  • IBM 350 Random Access Memory

    O IBM 305 RAMAC utilizava um sistema de armazenamento composto por 50 discos magnéticos. O conjunto completo de discos formava o que ficou conhecido como "unidade de disco 350", e os dados eram acessados através de braços mecânicos que se moviam para posicionar as cabeças de leitura/gravação sobre a superfície dos discos. Permitiu um acesso mais rápido aos dados armazenados, tornando-o especialmente útil para aplicações de processamento de dados comerciais, contabilidade e gerenciamento.
  • PROM (Programmable Read Only Memory)

    A Memória Programável de Somente Leitura (PROM) é um tipo de memória que é inicialmente fabricada sem dados. O programador é responsável por transferir os dados para ela, utilizando um dispositivo de programação PROM. Esse programador aplica tensões mais elevadas do que o normal para queimar fusíveis em locais específicos, correspondendo à escrita de bits em determinados endereços. Dessa forma, a PROM é customizada com os dados desejados pelo programador.
  • Cassete

    A cassete, concebida pela Philips sob a engenhosidade de Lou Ottens, é um formato de fita magnética para gravação e reprodução de áudio. Mais tarde, recebeu a alcunha "K7". A cassete consiste em dois carretéis, fita magnética e mecanismo de movimento na caixa plástica. Isso simplificou a manipulação, possibilitando inserção e remoção em qualquer ponto da reprodução ou gravação, ao contrário das fitas de rolo. Com 70cm, a caixa economizava espaço e superava fitas convencionais em usabilidade.
  • EPROM (Erasable Programmable Read-Only Memory)

    Diferentemente das versões anteriores, este tipo de memória possibilita a reescrita de dados. Os chips incorporam um painel de vidro permeável a raios ultravioleta (UV). Exposição a esses raios por certo tempo renova os fusíveis, convertendo todos os bits em 1 e permitindo reprogramação. Entretanto, o uso de raios UV com o tempo danifica a memória, com resistência geralmente acima de 1000 ciclos de reescrita antes de degradar.
  • Disquete 5,2

    Os disquetes, desenvolvidos em 1967, são discos magnéticos de dados. Originalmente sem proteção, ganharam envelopes plásticos para evitar danos. O pioneiro de 8 polegadas, da IBM, transportava microcódigos no System/370, atuando como ROM com 80 KB. O modelo maior logo foi substituído pelo de 5,25 polegadas, com 160 KB. Em 1978, versões de 2 lados comportavam 320 KB, mas a leitura era unidirecional. Nos anos 80, devido ao crescimento na qualidade de gravação, formatos menores foram buscados.
  • EEPROM (Electrically Erasable Programmable ROM)

    Memória programável e apagável eletricamente, somente leitura. Dados são eliminados por corrente elétrica, bit a bit, inclusive enquanto em uso no computador. Necessita apagar e regravar todo o chip.
  • ST-506

    Desenvolvido pelo Seagate, foi um dos primeiros
    hard-drives. A empresa já nasceu com a missão de criar discos rígidos menores, de 3,25 polegadas, e o ST-506 foi seu primeiro produto nesse formato. Apesar de armazenar apenas 5MB, considerado modesto comparado a máquinas maiores e mais antigas, sua inovação estava no tamanho compacto. Isso permitiu fácil incorporação nos computadores, impulsionando o setor de PCs. Na época, ele se tornou amplamente adotado nos primeiros microcomputadores.
  • IBM 3380

    Lançado em 1980, permitiu aos consumidores armazenar até 2.52 GB, quase quatro vezes mais que os dispositivos anteriores da IBM. As primeiras versões eram constituídas por dois discos rígidos, cada um com capacidade de 1.26 GB, proporcionando uma capacidade total de 2.52 GB. A série foi descontinuada pela IBM em 1996, após uma produção de 15 anos.
  • Flash Memory

    Em 1980, surgiu uma derivação da EEPROM denominada Memória Flash. Esse nome se deve à rapidez com que os dados são apagados, semelhante ao flash de uma câmera. Ao contrário do apagamento bit a bit anterior, a Memória Flash apaga dados em blocos. Uma de suas vantagens é a capacidade maior de armazenamento e maior durabilidade.
  • DAT (Digital Audio Tape)

    Em 1987, a Sony lançou a fita de áudio digital (DAT), semelhante à fita cassete, mas com gravação digital em uma fita magnética. Embora oferecesse áudio de alta qualidade, a DAT não foi amplamente adotada devido ao alto custo. Usada por profissionais da música e para uso pessoal, também serviu como backup digital. Uma versão voltada para computadores, a DDS, foi criada para armazenamento de dados digitais, com capacidade inicial de 1.3 GB.
  • Memória Cache

    A memória cache, mais veloz que a RAM, fornece dados cruciais ao processador, evitando buscas frequentes na RAM que seriam lentas. Armazena dados e instruções próximos ao processador, impulsionando sua eficiência. Essa rapidez otimiza o desempenho da CPU, gerando resultados rápidos.
  • CD-R

    O CD-R é um CD gravável que emprega tecnologia com uma camada de gravação altamente reflexiva, lida por leitores de CD na reprodução. Compatível com a maioria dos dispositivos, mas tem gravação única.
  • SDR SDRAM

    Introduzindo o que se conhece de memória RAM na contemporaneidade, destaca-se o SDR SDRAM como a primeira memória que pode operar em sincronia com os ciclos da placa-mãe de maneira simultânea.
  • MiniDiscs

    Em 1991, a Sony apresentou os MiniDiscs como uma forma de gravar e distribuir áudio digital com qualidade próxima à de um CD. No entanto, em 1993, a mesma empresa lançou o MD Data, uma variante do MiniDisc projetada para armazenar dados em computadores. Com capacidade de 140 MB, inicialmente visava substituir disquetes. No entanto, devido à sua lentidão e custo elevado, o MD Data não conseguiu concretizar essa meta.
  • ZIP Drive

    O ZIP Drive, lançado pela Iomega em 1994, trouxe uma solução de armazenamento de média a alta capacidade. Os disquetes ZIP combinaram a conveniência dos disquetes de 3,5 polegadas com maior armazenamento e desempenho melhorado. Embora mais espessos, tinham capacidade de 100MB e evoluíram para armazenar de 250MB a 750MB. O ZIP Drive obteve sucesso e substituiu amplamente os disquetes tradicionais.
  • Seagate Barracuda

    Uma notável linha de discos rígidos foi iniciada com o primeiro modelo girando a 7200 RPM. Com uma capacidade excepcional para sua época, este disco rígido estabeleceu um padrão na indústria, sendo uma referência em termos de armazenamento de alta performance.
  • IBM 170 Microdrive

    Estes pioneiros dispositivos apresentaram uma notável combinação de tamanho compacto e capacidade de armazenamento substancial. Seu propósito era integrar-se aos CompactFlash. Com uma origem clara em seus nomes, esses produtos foram desenvolvidos em colaboração entre a IBM e a Hitachi.
  • SD Card

    De maneira semelhante ao lançamento anterior do IBM 170 Microdrive, o SD Card também se destacou por ser compacto em tamanho e generoso em capacidade de armazenamento. Amplamente utilizado em câmeras fotográficas, sistemas de GPS e outros dispositivos, o SD Card se tornou uma escolha popular para expandir o espaço de armazenamento, permitindo o armazenamento e acesso a informações e fotos de maneira conveniente.
  • IBM DiskOnKey

    O DiskonKey, também originário da IBM, destacou-se como a primeira solução de armazenamento flash em massa disponível comercialmente. Apesar de seu custo relativamente alto, cerca de 49 dólares na época, esse dispositivo proporcionou 8 MB de capacidade de armazenamento.
  • USB Flash Drive (Pen Drive)

    O Pen Drive, também conhecido como USB Flash Drive, é um dispositivo de armazenamento portátil que utiliza memória flash. Conectado a computadores ou dispositivos via porta USB, possibilita transferências de arquivos ágeis. Sua inovação revolucionou o armazenamento, superando disquetes e CDs em velocidade e praticidade.
  • DDR (Double-Data-Rate)

    A tecnologia Double-Data-Rate (DDR) possibilita a transferência simultânea de dois conjuntos de dados, dobrando a eficiência em relação à SDR-SDRAM. Isso implica que a DDR realiza o dobro de operações durante cada ciclo de clock, comparado à SDR-SDRAM.
  • DDR2

    Introduzida em 2003, a DDR2 foi equipada com 240 pinos para estabelecer uma conexão eficiente com a placa-mãe, oferecendo um desempenho superior à sua predecessora, a DDR.
  • Cloud Based Services (Amazon)

    A computação em nuvem é o uso compartilhado de capacidades de computação, armazenamento e memória de servidores conectados pela Internet. Isso elimina a necessidade de instalar programas localmente, permitindo acesso remoto a serviços e dados de qualquer lugar. A metáfora da "nuvem" indica a acessibilidade global.
  • DDR3

    Visando uma maior eficiência e aprimoramento de desempenho, a DDR3 foi lançada, apresentando módulos capazes de operar com clocks de até 2.800 MHz.
  • Solid-state Drive

    Presente na vida da maioria das pessoas, principalmente em dispositivos móveis como celulares, o SSD é uma memória que não possui partes móveis, eliminando possíveis falhas mecânicas encontradas nos HDDs devido às suas peças em movimento.
  • DDR4

    Foi lançado mais um padrão DDR em 2014, com o objetivo de melhorar o desempenho. A DDR4 opera com uma tensão mais baixa de apenas 1,2 V, suportando frequências mais altas que podem atingir até 3.200 MHz, além de oferecer módulos com capacidade de até 16 GB.
  • PCM (Phase Change Memory)

    Introduzida pela IBM em 2016, é uma tecnologia de armazenamento de dados que usa materiais alternáveis entre estados amorfo e cristalino para representar informações. Oferece densidade de armazenamento, velocidade e eficiência energética, mas é nova e pode ser mais cara. O PCM alterna entre estados amorfo e cristalino para armazenar dados. É emergente, 500-1.000 vezes mais rápida que a memória flash e promete armazenamento econômico, de alta densidade e volume.
  • Futuro...?

    Espera-se a evolução de tecnologias que priorizam a eficiência e comunicação de dados, eliminando obstáculos ao funcionamento. Muitas inovações já estão em implementação, como Armazenamento Definido por Software, que separa espaço físico de software, e o Armazenamento Virtual, abstraindo o local físico. Ainda, a Hiperconvergência combina virtualização, software e nuvem para escalabilidade eficiente. Essas tendências prometem otimizar a gestão de dados, tornando-a mais prática e acessível.