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Período colonial: o indígena era retratado como bárbaro, primitivo, exótico ou puro;
Século XIX (período romântico): indígena adquiriu status de "bom selvagem", com características como, a bondade, a coragem, a honra e a nobreza;
Modernismo: valorização da linguagem e da cultura, como concretização da identidade nacional. -
No livro do final do século XIX Couto de Magalhães faz um levantamento das histórias dos índios brasileiros e contribui para o estudo do idioma, costumes, mitos e tradições indígenas. -
Ainda nesse período, Olavo Bilac e Coelho Neto publicam livro com fundo moral e que remete à história do Brasil. O conto Sumé traz a história de um velho santo católico que vive entre os Tamoios e torna-se conselheiro desses até ser morto pelos índios. -
A pobre cega, parte do livro de Júlia Lopes de Almeida, mantém a ideologia conservadora do final do século XIX. -
Nessa adaptação, Monteiro Lobato aborda a temática indígena valorizando a importância do reconhecimento do outro, através de sua cultura. -
Assim como em outras obras, Viriato Corrêa aborda a temática indígena com o intuito de ensinar e o indígena é apresentado como um selvagem a partir de uma visão eurocêntrica do outro. Nota-se um tom infantilizado e didático nas vozes dos personagens. -
Ainda marcada pela intencionalidade didático pedagógica do período, a obra de Érico Veríssimo traz pela primeira vez um personagem indígena com voz ativa e que é a figura principal, um índio tupinambá aventureiro que atravessa 400 anos da história do Brasil. -
Jerônymo Monteiro se afasta da imagem de bom-selvagem do indígena e se aproxima à realidade de um encontro entre povos diferentes. No livro, o autor traz a ambição do homem civilizado, capaz de passar por cima do amor paternal para ir atrás da riqueza dos indígenas. -
Odette de Barros Mott explora a viagem de um garoto pela região do Araguaia e os problemas da realidade dos indígenas dessa área, como símbolo de pobreza e miséria. O personagem principal vale-se de uma consciência crítica ao comparar os benefícios que possui por ser um garoto da cidade e o sofrimento e a carência dos indígenas. -
Com cenas bem humoradas e cheias de aventuras, Ofélia e Narbal Pontes generalizam as tradições indígenas e sua cultura material, mas a trama da obra é interessante ao trazer como heroína uma índia bororo. -
No livro de Ana Maria Machado destinado às crianças em período de alfabetização, o personagem Poti é um representante genérico dos indígenas brasileiros. A autora explora as orações coordenadas que remetem à linguagem indígena, mais simples e coloquial. -
Nesse livro vencedor de diversos prêmios, o menino Miguel faz uma viagem em forma de sonho ao lado do seu amigo misterioso Quivira e, juntos, conhecem os povos da América Espanhola, América Portuguesa e os povos africanos e seus sofrimentos. Na obra de Ana Maria Machado não há intencionalidade didática e sim um trabalho literário. -
A obra de Luiz Galdino foi reeditada em 2002 com o nome Um índio chamado esperança e conta a história de um indiozinho que sai pela floresta em busca de seu nome, de sua identidade, como muitos índios brasileiros que a perderam pelo processo de ‘civilização’. -
Nesta obra assim como em outras, Sonia de Almeida Demarquet conta as diferenças culturais entre índios e brancos. Em "O menino e os bugres", de 1986, ela traz o conflito entre colonos alemães aterrorizados pelas histórias dos índios antropófagos e os Socré do sul do país.
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Nessa coleção, assim como em Pacháchá, de 1986, os irmãos Claudio e Orlando Villas Boas se utilizam de uma linguagem documental para contar mitos e lendas de origem indígena, nos quais a palavra do mais velho é valorizada a partir de uma linguagem marcada pela oralidade. Em 1961 ajudaram a fundar o Parque Nacional do Xingu. -
No livro, um garoto português descobre o Brasil junto com um tio e fica amigo dos indígenas. A autora faz referências à dominação do colonizador, mas a visão desse contato é amistosa. -
(1985 - PNLD) Fornecer obras didáticas ou complementares ao currículo para as escolas; (1996 - LDB) Valorização das culturas e dos povos indígenas e surgimento das escolas indígenas e da educação bilíngue nas tribos; (2008) Obrigatório o ensino da cultura indígena nas escolas; (1992 - ECO-92) Conscientizar a população sobre desenvolvimento sustentável e questões ligadas à natureza; (1983) Juruna torna-se deputado federal; (1989) Raoni vira embaixador pela proteção da Amazônia e dos indígenas.
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Na obra de Ciça Fittipaldi que integra a série Morená, escrita entre 1986 e 1988, a linguagem é simples e coloquial, em alguns momentos poética. A arte nas páginas é baseada em grafismos indígenas da nação retratada. Morená foi considerada em 1986 como ‘altamente recomendável para as crianças’ pela Fundação Nacional do Livro de Literatura Infantil e Juvenil. Após ser compilada em 2003, transformou-se no título A linguagem da Mata e incluída no Programa Nacional Biblioteca na Escola. -
O livro de Joel Rufino dos Santos trata da história de um garoto indígena que sonha em ter uma irmã, e após mentir para os amigos foge da aldeia, envergonhado. Deita-se na praia e transforma-se em montanhas. Na obra, Rufino se aproxima de uma linguagem mais primitiva, como que imitando o falar indígena. Do mesmo autor, Terra sem males, de 1985, traz como narrador um curumim que apresenta o extermínio da cultura e dos povos indígenas pelo ‘homem branco’. -
"Por que buscar a fantasia nos velhos contos europeus, se ela convive conosco em nossas florestas?" Dessa forma, logo na primeira página do livro, Antônio Holfeld convida à leitura dessa obra que apresenta mitos indígenas de várias nações. -
Desde a década de 90 vêm surgindo obras de temática indígena escritas por autores indígenas, que vivem em cidades, alguns com educação escolar não indígena outros com educação indígena bilíngue. Em ambos os casos, com domínio da língua portuguesa. Essa literatura nascente tenta dar voz às minorias, os índios, que por muito tempo foram retratados pelo outro. Entre em nosso padlet e descubra mais.
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A riqueza da obra do cartunista Zélio é a troca de papéis, pois deixa transparecer a visão do colonizado, como se fosse um colonizador. Em forma de poesia, o livro relata as aventuras de Cristovão Colombo e um príncipe asteca, este último que chega a um novo mundo. -
O livro de Marilda Castanha conta a história do Brasil antes do descobrimento. Na obra, a escritora ressalta as diferenças entre os Kayapós, Xavantes, Pataxós, Tupinambás e outras etnias indígenas. Marilda recupera ainda os elementos dessa cultura hoje, presentes, por exemplo, em nosso vocabulário.
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