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A área da Psicologia da Saúde começou com um grupo de trabalho na American Psychological Association (APA) -
Muitos movimentos ligados à saúde começaram a denunciar abusos cometidos em instituições psiquiátricas, além da precarização das condições de trabalho, reflexo do caráter autoritário do governo no interior de tais instituições. A partir daí, surgiram movimentos de trabalhadores de saúde mental, que colocaram em evidência a necessidade de uma reforma psiquiátrica no Brasil.
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Ocorreu o surgimento da Divisão de número 38 na Associação Americana de Psicologia (APA), definindo a área de psicologia da saúde
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Essa é a primeira revista oficial da área, publicada constantemente pela APA desde seu início -
organizado pela OPAS e reconhecido pela OMS
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Formação da European Health Psychology Society, uma sociedade profissional que procura promover a pesquisa e suas aplicações para a Psicologia da Saúde europeia. -
Foi realizado um encontro de grupos favoráveis a políticas antimanicomiais. Nesse encontro, surgiu a proposta de reformar o sistema psiquiátrico brasileiro. Pela relevância daquele encontro, a data de 18 de maio tornou-se o dia de Luta Antimanicomial.
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As Leis 8.080/1990 e 8.142/90 instituíram a criação do SUS e das redes de atenção à saúde mental, como o CAPS. As leis atribuíram ao Estado a responsabilidade de promover um tratamento em comunidade, possibilitando a livre circulação dos pacientes e não mais a internação e o isolamento, contando com os serviços de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e outros.
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A partir desse ano, os CAPS foram criados. Eles são fruto do movimento pelo fim das internações compulsórias e tem como ferramentas o atendimento individualizado, com rodas de conversa, oficinas artísticas e o tratamento terapêutico individual e em grupo. Busca-se oferecer um tratamento ambulatorial mais humanizado, no lugar de hospitais psiquiátricos e longas internações. -
Inclusão formal da Psicologia no grupo de profissionais da saúde, de nível superior, reconhecidos pelo Brasil.
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A lei faz parte da Reforma iniciada na década de 70. Ela tem o intuito de garantir os direitos de pacientes portadores de transtornos mentais a receberem atendimentos menos invasivos e priorizando o tratamento através da reinserção na comunidade. Os pacientes passam a ter direito a informações a respeito de sua condição e sobre os tratamentos possíveis, além de estar protegidos contra qualquer abuso e exploração. Além disso, ela impede que sejam feitas internações compulsórias.
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Ela estabeleceu novas diretrizes para políticas de saúde mental, ao prever a substituição progressiva dos manicômios no Brasil por uma rede complexa de serviços que compreendem o cuidado em liberdade como elemento fundamentalmente terapêutico.
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De acordo com o Conselho Federal de Psicologia, o profissional da psicologia especialista em Psicologia Hospitalar atua em instituições de saúde, atuando em serviços secundários e terciários da atenção à saúde
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O Ministério da Saúde institui a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas. A RAPS reforça a ideia de que diversos setores devem estar articulados, em rede, para melhor acolher a população. -
Até hoje os profissionais da psicologia da saúde seguem lutando por condições mais justas e por espaços de atuação, além de pensarem em outros modelos de atuação, para além do clínico baseado em um modelo bomédico.