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Aristóteles defendeu arduamente que o homem expressava seus conhecimentos e inteligência através da fala, se um indivíduo não tem linguagem, logo, tão pouco possuirá inteligência. Isso tornava os Surdos incapazes de receber educação.
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Na Grécia, os surdos eram considerados inválidos e muito incômodo para a sociedade, por isto eram condenados à morte – e os sobreviventes viviam miseravelmente como escravos ou abandonados só.
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O filósofo heródoto classificava os surdos como “Seres
castigados pelos deuses”. -
Primeiro professor de surdos, o mesmo criou uma escola para professores de surdos.
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Publicou o primeiro livro sobre a educação de surdos em 1620, expondo seu método oral. Bonet defendia
também o ensino precoce de alfabeto manual aos surdos. -
Iniciou e manteve contato com os Surdos carentes que viviam pelas ruas de Paris. A partir deste convívio procurou aprender seus meios de comunicação. L’Epée defendia a Língua de Sinais como sendo a língua/materna dos Surdos. Transformou sua própria casa em uma escola para Surdos carentes ensinando-os através da combinação da Língua de Sinais e da gramática francesa sinalizada, denominada de “Sinais Metódicos”. Publicou o primeiro dicionário de sinais.
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Considerado o “pai do método alemão”. Iniciou as bases da filosofia oralista. Em torno de 1778, o professor Samuel Heinicke ( funda a primeira escola de Oralismo Puro na Alemanha, porém sua escola tinha apenas nove alunos.
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Thomas Gallaudet idealiza uma escola para surdos nos Estados Unidos e viaja à Europa em busca de métodos de ensino.
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O professor de surdos escocês (pai de Alexander Grahan Bell inventor do telefone), inventa um código de símbolos chamado “Fala visível” ou “Linguagem visível”, sistema que utilizava desenhos dos lábios, garganta, língua, dentes e palato, para que os surdos repetissem os movimentos e os sons indicados pelo professor.
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Chega ao Brasil o professor Surdo francês chamado Eduard Huet , por solicitação de Dom Pedro II com o intuito de criar uma escola de Surdos no país.
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Em 26 de setembro é fundada a primeira escola para surdos no Rio de Janeiro, o Imperial Instituto dos Surdos-Mudos, hoje Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES. Foi nesta
escola que surgiu, da mistura da língua de sinais francesa com
os sistemas já usados pelos surdos de várias regiões do Brasil, a
LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). -
Foi fundado a primeira universidade nacional para
surdos “Universidade Gallaudet” em Washington – Estados
Unidos, um sonho de Thomas Hopkins Gallaudet realizado pelo
filho do mesmo, Edward Miner Gallaudet -
Um ex-aluno do INES, Flausino José da Gama, aos 18
anos, publicou “Iconografia dos Signaes dos Surdos-Mudos”, o
primeiro dicionário de língua de sinais no Brasil -
Foi uma conferência internacional de educadores de surdos, que ocorreu em setembro de 1880. Foi executada uma votação neste Congresso. Apenas um Surdo estava participando, mas a este, foi impedido o direito a voto. Apenas pessoas ouvintes puderam votar e a metodologia de ensino de Surdos preferida foi do Oralismo, abolindo definitivamente o uso de Sinais na educação de Surdos.
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Por decreto imperial, Lei nº 3.198, de 6 de julho, o
“Imperial Instituto dos Surdos-Mudos” passou a chamar-se
“Instituto Nacional de Educação dos Surdos” – INES. -
Willian Stokoe publicou “Linguage Structure: na
Outline of the Visual Communication System of the American
Deaf” afirmando que ASL é uma língua com todas as
características da língua oral. -
A Universidade Gallaudet adotou a Comunicação Total.
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Foi fundada a FENEIS– Federação Nacional de
Educação e Integração dos Surdos , no Rio de Janeiro – Brasil,
sendo que a mesma foi reestruturada da antiga ex-FENEIDA .
A FENEIS conquistou a sua sede própria no dia 8 de
janeiro de 1993, Rio de Janeiro - Brasil. -
Criada a Lei de Libras (Lei 10.436/2002), que reconhece a Língua Brasileira de sinais como forma de comunicação e expressão dos surdos. São formados agentes multiplicadores do curso Libras em Contexto em MEC/Feneis.
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A Lei da Libras é regulamentada pelo Decreto nº 5626/2005, que estabelece a organização da educação bilíngue para surdos no Brasil e obriga a inclusão da disciplina de Libras nos cursos de Pedagogia, Fonoaudiologia e Licenciaturas.
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Em cumprimento ao Decreto nº 5626/2005, iniciam-se os cursos de graduação em Letras/Libras com 9 polos.