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Em 1793, apoiava os girondinos, matou Marat. Sua atuação quebrou o papel social atribuído às mulheres e fomentou um intenso movimento antifeminista, pois consistia em uma intervenção direta e agressiva na política. O episódio se consolidou como um marco das tensões revolucionárias, sendo amplamente reinterpretado por diversas correntes historiográficas.
Assassinou Jean-Paul Marat. Este ato, por ter sido uma mulher a se intrometer em assuntos de homens, acirrou o anti-feminismo do período -
Foi uma influente conselheira política e social do rei, ocupando uma posição central na corte. Esteve envolvida na tentativa de fuga para Varennes em 1791, o que intensificou a crise entre a monarquia e Revolucionários. Passou a ser atacada e a representar os exageros aristocráticos. Seu percurso influenciou intensamente o período que antecedeu sua execução em 1794. -
Olympe de Gouges sustentou que os direitos naturais também se aplicavam às mulheres. Les Droits de la Femme clamou por igualdade política, liberdade de expressão e um novo contrato social. Disse que, se a mulher pode ser levada ao cadafalso, pode também ser admitida à tribuna. Suas opiniões ambivalentes e oposição à Revolução resultaram em sua execução em 1793. -
Madame Roland, associada aos girondinos, era uma mente excepcional, mas escrevia pouco e de forma sutil. Com grande influência nos salões, evitou se envolver em questões femininas e não lutou pelos direitos das mulheres. Seu engajamento político, por mais vigoroso que tenha sido, acabou limitado pela sua própria ambivalência. Assim como Olympe de Gouges, foi executada em 1793.
Era a égérie (musa/inspiração) do partido girondino e foi executada. -
Etta Palm d’Aelders denunciou, em 1790, a perda de direitos políticos das mulheres e defendeu educação igualitária, emancipação, divórcio e participação política. Como oradora destacada da Société fraternelle des patriotes des deux sexes, articulou propostas avançadas, embora ignoradas pela Assembleia Nacional. Tornou-se referência no debate sobre cidadania feminina. -
Théroigne de Méricourt foi uma das poucas líderes femininas reconhecidas na Revolução. Ativa nos debates e na defesa dos direitos das mulheres, destacou-se como oradora na Société fraternelle. Apesar do desprezo de setores da elite, sua presença política simbolizou a luta feminina por espaço e participação em um cenário hostil. -
Madame de Staël interpretou a Revolução defendendo os valores de 1789 e criticando o jacobinismo. Em Considerações sobre a Revolução Francesa, propôs visão liberal e constitucional, próxima ao modelo inglês. Sua obra influenciou leituras posteriores ao distinguir entre ideais revolucionários e os excessos do Terror que, para ela, distorciam o processo. -
Claire Lacombe, atriz e revolucionária, foi cofundadora do clube das Républicaines Révolutionnaires. Tornou-se figura influente por sua atuação militante e defesa de um republicanismo popular. Participou ativamente das seções parisienses e simbolizou a radicalização feminina no período até a dissolução forçada dos clubes de mulheres. -
Pauline Léon foi militante radical que defendeu o direito das mulheres ao armamento e à participação política. Oradora ativa em clubes revolucionários, destacou-se por propor cidadania plena para as mulheres. Em 1793, ajudou a fundar o clube das Républicaines Révolutionnaires, ampliando a atuação feminina antes da repressão.